Vereadores divergem sobre sistema de abastecimento de água da cidade

Já se gastou cerca de R$ 10 milhões com perfuração de dois poços que ainda não resolveram o problema, segundo Pimenta; para Magalhães, são ‘as maiores obras dos últimos tempos’

Vereador Gustavo Pimenta

Já foram gastos cerca de R$ 10 milhões e ainda não se resolveu o problema, na visão do vereador Gustavo Pimenta (PSDB).  As obras que estão sendo feitas são as maiores dos últimos tempos, na visão do líder do prefeito na Câmara, João Magalhães (MDB). Ambos têm e não têm razão. Porque, de fato, a cidade ainda se ressente da falta de água em um bairro ou outro praticamente todos os dias. As perfurações de poços são de verdade as maiores que a cidade já viveu.

Porém, se tratam de obras que nunca terminam e não se pode ter certeza que, quando terminadas, irão dar a resposta que se espera, ou que o governo municipal vem prometendo. No caso da Daemo Ambiental, por exemplo, o poço perfurado em seu próprio terreno não deu a resposta prometida pelo prefeito Fernando Cunha, jorrando menos da metade do esperado, porém, consumindo todo o montante em recursos orçado inicialmente –R$ 3 milhões.

“O sistema de abastecimentos de água desta região (Leste) é deficiente, tem época do ano que tem oscilações e deficiência na forma de distribuição devido à fragilidade dos poços que foram construídos naquela época (do governo passado)”, justificou Magalhães. “O abastecimento que está sendo levado para aquela região, agora, é um dos maiores marcos e vai chegar para a população”, complementa.

Não se sabe baseado em que estatística, o vereador classificou os moradores da Zona Leste, onde nos últimos anos foi a região que mais recebeu investimentos e teve crescimento comercial, como “a população mais carente do município”, quando basta uma passada rápida por lá para ver a pujança comercial e econômica do local, parecendo outra cidade, na verdade. 

“Tratam-se de 35 a 40 bairros, uma população de 20 mil habitantes, que cresce a cada dia. No abastecimento, estas obras que estão sendo feitas, é (sic) uma das maiores dos últimos anos. Vai atender mais de 35 bairros e uma população de 15 mil a 20 mil olimpienses”, conclui.

Gustavo Pimenta, por sua vez, contestou. “Em relação à água, vou discordar do vosso posicionamento. O município, nos últimos três anos, já gastou mais de R$ 3 milhões (na verdade foram quase R$ 10 milhões) em dois poços profundos, não sei se teve bom resultado, mas está muito devagar para a necessidade dos novos conjuntos. Temos três, quatro parques aquáticos e a população sem água. Ou, se tem água, é a mais cara da região”, falou.

 

Comentários