Vereador diz que prefeito quer estudos sobre ‘taxa de turismo’

O vereador Paulo Poleselli de Souza (PR) disse na segunda-feira passada, 9, durante sessão ordinária da Câmara de Vereadores, que o prefeito Geninho (DEM) está aguardando estudos mais aprofundados sobre sua ideia de implantar na cidade a “Taxa de Turismo Sustentável”, como vem defendendo desde 2013.

Com uma arrecadação estimada por ele em torno de até R$ 600 mil por ano, a Taxa serviria depois para ser dividida entre Saúde, Limpeza Pública e até com o marketing em torno do setor turístico. A taxa seria cobrada de hóspedes de hotéis, pousadas e casas de temporada.

Uma das preocupações manifestada por Poleselli durante seu discurso foi com relação ao atendimento médico feito na cidade destinado aos turistas que estão hospedados aqui. Mesmo que seja por convênio, este atendimento acaba onerando o município, porque os conveniados são sempre encaminhados para a Unidade de pronto-Atendimento-UPA. “No ano passado foram 444 atendimentos de clientes da Unimed”, relatou. “Isto está muito errado”, criticou.

Para o vereador, “quem paga a Unimed não pode onerar o município. Que não se pendure nas tetas da ‘viúva’”, contesta. Fora Unimed, de novembro até o mês passado, a UPA atendeu 2.722 turistas, sendo 1.528 em janeiro e fevereiro. Em novembro foram 557, em dezembro 637; em janeiro, 1.068 e em fevereiro, 460, segundo números apresentados por Poleselli. “isso representa 15% dos atendimentos prestados em Saúde no município”, observa. E para ele, a prioridade tem que ser dada a olimpienses.

Esta situação vem reforçar, segundo diz, sua proposta de criação da Taxa. Poleselli já teria conversado com o prefeito Geninho a esse respeito. “O prefeito pediu para aprofundarmos os estudos neste sentido. Estou levantando toda a legislação pertinente para subsidiar o Executivo”, relatou. “O que calculamos são números impressionantes”, diz. “Coisa de R$ 2 milhões para os cofres públicos. Pelo menos R$ 600 mil por ano, ou cerca de R$ 50 mil por mês”.

 “O turismo é grande, a arrecadação é grande. Se imaginarmos a arrecadação do turismo nos hotéis e pousadas, cujo número é alto, por exemplo, em R$ 100 mil por mês, não oneraria a população, não tornaria o setor antipático e nem iria irritar o turista”, acredita Poleselli. Ele trouxe a ideia de viagens feitas a cidades turísticas, aonde vai, inclusive, a trabalho, e tem que pagar a taxa. Para Olímpia ele propõe a cobrança de, por exemplo, de R$ 2 por pessoa, valor que viria incluído na conta.

“O prefeito nos autorizou levar adiante a proposta”, garantiu. “Seria um valor considerável para os cofres públicos que não oneraria o bolso do cidadão”, argumenta. “Parece que a coisa vai andar”, comemora. Por fim, Poleselli diz que “independentemente da autoria (do projeto), quem vai ganhar é o município”.

 

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