Sistema de capitação de água pode ser inviável

Projeto ETA a substituir 2 obriga 100% da rede do Centro II e 40% do Centro I

 

  A propósito da entrevista concedida pelo Prefeito Eugênio Zuliani (Geninho) ao jornal Diário da Região, que embasou matéria publicada na edição passada do Planeta News, nossa reportagem buscou aprofundar o assunto com o objetivo de informar à população a correta situação do gigantesco empreendimento.

   Ao jornal da vizinha cidade o Prefeito Geninho informou que a administração cancelou o contrato firmado com a empresa Scamatti & Seller sob alegação de que a contratada não atendia aos propósitos de agilização da obra e executara apenas 5% do serviço objeto da avença, e abandou a obra depois da deflagrada Operação Fratelli.

    Consultado pelo jornal, técnico de alta qualificação e conhecedor profundo do sistema de abastecimento e dos pontos de manobra da rede antiga e daquela abastecida a partir de poços artesianos e semi artesianos, ofereceu uma visão realista do projeto. Sob seu ponto de vista o Sistema Cachoeirinha é inviável e explica:

  “A chamada Estação de Captação 2 é um elefante branco e tende a custar o que a população não pode pagar”, esclarece. “Para começar, qualquer tentativa de implantar sistema a partir do projeto iniciado no governo Moreira terá um custo a tal ponto elevado que inviabiliza a obra por inteiro” – acrescenta.

     Para o técnico especializado, que o Planeta ouviu com exclusividade, qualquer iniciativa neste sentido será temerária e, até, irresponsável. “Pra começar”, diz ele, “do Córrego Olhos D’Água para cima a utilização do sistema Cachoeirinha exigirá a substituição de toda a rede de abastecimento existente”, adianta o profissional da área. “Do Olhos D’água para cima, sentido Rua Síria, 40% da rede terão que ser trocados. O custo disso é tão elevado que exigiria dois ou três orçamentos do município só para ele. É inviável e absurdo”, acrescenta nosso informante.

       Ele foi enfático e firme ao declarar que “o Sistema Cachoeirinha é absolutamente inútil e caro”                       

        Perguntado sobre qual a solução para o abastecimento normal de água, projetando um futuro de 30 a 50 anos, o técnico afirmou com absoluta segurança:

         O atual sistema é perfeito. Reforçado por um conjunto de poços altamente produtivos, já existentes, o abastecimento se sustenta sem grandes investimentos por décadas. Basta, apenas, cuidar da manutenção da rede antiga, implantada entre 1955 e 1959, para eliminar a borra concentrada nos pontos de conexão dos canos que, sem as descargas habituais vai aumentando até obstruir completamente a passagem de água tratada. Agindo assim, o DAEMO e a administração pública evitam desperdiçar fortunas com um sistema temerário e absolutamente inviável”.

  De acordo com nosso informante, que prefere permanecer anônimo, “quando Walter Trindade (atual Secretário de Planejamento) assumiu o DAEMO, em 2009, desdenhou e prometeu fechar o que chamou de “cisternas”, referindo-se a três poços altamente produtivos que atualmente mantém capacidade de 120 mil litros por hora o primeiro, outro (Baeta) com vazão confirmada de 91 mil litros/hora e um terceiro (às margens do Córrego do Matadouro) registrando 37 mil litros por ora, todos interligados à rede de abastecimento”. Observador atento, nosso informante diz que o governo Geninho jogou dinheiro fora perfurando oito poços e nenhum deles conseguiu vazão superior a 10 mil litros/hora.

 

                                   PERIGO DE CONTAMINAÇÃO

 

     O informante do Planeta está plenamente seguro do que diz e informa algo assustador.

     No governo Carneiro foram implantados interceptadores e emissários levados até o portão da Estação de Captação do Córrego Olhos D’água (Represa). Do portão para cima existia um emissário que cuidava da coleta de esgoto desde a Cohab III, interligado ao sistema implantado por Carneiro – esclareceu o informante para acrescentar:

      Neste governo (Geninho Zuliani), do portão para cima foi construída uma nova rede coletora com deficiências, que em época de chuva transborda porque sofre infiltração de águas pluviais, e joga os dejetos direto na represa de captação”.

      A informação dada é preocupante e nos colocamos à inteira disposição do DAEMO para qualquer esclarecimento ou informação a respeito para o devido conhecimento da população, sobretudo porque a notícia dá conta da possibilidade de contaminação da água. Mesmo assim, na Estação de Tratamento, em qualquer circunstância, a água servida à população é sempre potável.

                                  

Comentários