Sindicato dos Servidores muda por qualificação sindical

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Olímpia, Jesus Buzzo, propôs, e teve acolhida pela unanimidade dos presentes à reunião, a mudança de entidades representativas do sindicalismo em níveis regional, estadual e nacional, buscando, além da “qualificação sindical”, força para “ter condições de brigar de igual para igual” com o Executivo, segundo suas palavras ao final do encontro, na noite de quarta-feira, 14, em sua sede.

O Sindicato olimpiense deixa a Federação dos Funcionários Públicos do Estado de SP, a  Confederação do Servidor Público do Brasil da CSB, e a Nova Central Sindical, para se filiar à Federação do Servidor Público do Estado de São Paulo, com sede em Araraquara, cujo representante regional é o Sindicato do Servidor Público de São José do Rio Preto, cujo presidente, Carlos Henrique de Oliveira, é o coordenador macro da Federação. Ele esteve no encontro acompanhando o presidente da FESESP, Aires Ribeiro. O diretor do Sindicato rio-pretense, Celso Barreiro, também esteve presente.

“O nosso sistema de sindicato segue na seguinte linha: Federação e Confederação, e depois centrais. Tínhamos duas federações em São Paulo, no setor municipal. Mas nenhuma atendia às nossas necessidades. Então nos juntamos e fundamos outra. Fundamos com 14 entidades, um ano depois éramos 33, e hoje temos 143 sindicatos filiados. Somos a maior (Confederação) do Brasil. Conosco estão sindicatos de Bebedouro, Rio Preto, Tanabi, Votuporanga, Fernandópolis. Campinas, Guarulhos, Osasco, e muitas outras cidades”, relatou Aires Ribeiro.

De acordo com ele, caso necessite, o sindicato filiado pode dispor de assessorias nas áreas Jurídica, Técnica, Eleitoral (de sua diretoria), em ações de mobilização, etc. “O sindicato sozinho não consegue enfrentar uma Administração, porque é um poder que controla todo mundo, inclusive vereadores e Câmaras”, avalia Ribeiro, e por isso necessita de reforço extra. “Trabalhamos nessa deficiência que os sindicatos têm para enfrentar esse problema”, observa.

De acordo ainda com Ribeiro a Confederação possui 14 pontos de apoio no Estado. E também trabalha como Confederação nacional, para dar suporte no Brasil inteiro. “Para termos forças de enfrentamento, brigar com o poder que está aí, os 14 pontos foram divididos em quatro macros, ou seja, quatro mini-federações. Esta (que Olímpia acaba de se filiar) é do Carlos Henrique, de Rio Preto”, explicou. “Esta estrutura está vindo para dizer que vocês não estão mais sozinhos. Agora têm a Federação e a Confederação”, reforçou.

“Importante ressaltar a assessoria em negociação salarial que a Federação presta. Hoje somos amadores, vamos aos ‘trancos e barrancos’, não temos a estrutura de reivindicação na disputa com o Executivo”, justifica Jesus Buzzo.

“Nós damos assessoria, damos o preparo para ir à mesa fazer o debate. E, se for preciso, mandamos um técnico junto”, emenda Ribeiro. Outro detalhe que Buzzo diz ter achado importante nesta instituição, é a assessoria técnica na avaliação das justificativas do Executivo para não aceitar índices reivindicados.

“Essa é uma das mais importantes. Porque às vezes não temos a noção do que pode e do que não pode. Mas, tendo a análise certinha (da situação financeiro-orçamentária da prefeitura), é onde teremos melhores condições de discutir (reivindicações)”, diz Buzzo.

 

ADIN ANTI-SERVIDOR
A Confederação está atenta, também, ao que chama de “jogada” entre Executivo e Legislativo municipais, visando tirar direitos dos servidores, por meio de Ação Direta de Inconstitucionalidade-ADIN. “Aquilo que o prefeito anterior deu, o prefeito seguinte pode tirar. Ele ‘processa’ o presidente da Câmara, e como 99,9% dos presidentes estão do lado do prefeito, a Câmara acaba ‘perdendo’ a ação”, insinua.

“Tem um monte de prefeito fazendo isso”, ressalta. “Precisamos estar preparados. E não é só o Sindicato, é o Estado, a União. Nossa luta é aqui na base e também lá no Congresso. Temos que ter gente lá, vigiando também”, prossegue Ribeiro, lembrando que também em nível nacional há decisões que acabam por trazer prejuízos aos servidores como um todo.

“Com boa assessoria e qualificação sindical, vamos ver ao longo do tempo que temos muito mais direitos do que imaginamos. Por isso estamos buscando este apoio, visando melhorar, termos meios e condições de buscar as melhorias necessárias”, conclui o presidente Buzzo.

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