Sessão da Câmara teve bate-boca de vereador com cidadãos e ofensas entre legisladores

Hélio Lisse Júnior, fugindo ao que reza o Regimento Interno, ofendeu um presente; Niquinha, por sua vez, contratou dois seguranças para ‘vigiar’ a plateia e pediu à PM manter ‘plantão’

Em virtude do feriado em comemoração ao dia do servidor público, 28 de outubro, a 91ª sessão ordinária aconteceu na noite de terça-feira passada, 29 de outubro, deliberando três matérias e aprovando outras quatro. Mas, o que chamou a atenção foi o destempero dos membros da Casa de Leis, que ou discutiram entre si, ou ofenderam e bateram boca com pessoas presentes.

O presidente Antonio Delomodarme, o Niquinha (Avante), colocou dois homens como segurança naquela noite, além de ter requisitado a Polícia Militar que, por meio da Rocam fez plantão na Câmara, por cerca de duas horas.

Durante o uso da Tribuna, o vereador Hélio Lisse Júnior (PSD) atacou o cidadão Reginaldo Gazetta, que tem sido um crítico ferrenho do seu trabalho, sempre que divulgado nas redes sociais. Depois de fazer um breve discurso e defender seu direito de dar “voto de aplauso” a quem quiser, voltou-se para Gazetta, criticou e ao final pediu: “Saia da minha aba”, repetindo a frase pelo menos cerca de quatro vezes.

Gazetta havia criticado o vereador por ter encaminhado via Requerimento, “votos de aplausos” ao secretário municipal de Saúde, Marcos Pagliuco, alegando que o secretário não era merecedor de tal honraria, devido à precariedade do setor na cidade. A final da fala de Lisse, Gazetta o aplaudiu e vaiou, no que foi repreendido pelo presidente.

Ao repreender depois o próprio vereador por ter se dirigido ao cidadão, Niquinha acabou batendo boca com outro cidadão, Lucas Nascimento, mas não foi possível ouvir o que este dizia, já que falava distante do microfone.

Pior ainda foi a discussão entre Lisse e Gustavo Pimenta, 1º secretário da Mesa, por causa do projeto de Lei nº 5.513/2019, do vereador do PSD, que dispõe sobre a proibição do uso de placas oficiais do município em veículos oficiais, aprovado por seis votos a três –Flávio Olmos, Salata e Pimenta votaram contra. Para este último, trata-se de uma lei “inócua”.

Ofensas como “o senhor não serve nem para advogado de porta de cadeia”, de Lisse para Pimenta, ou “ainda bem que o senhor foi delegado da beira do rio para lá”, de Pimenta para Lisse, foram a mais amenas ouvidas no bate-boca entre os dois. A sessão, em si, não tinha nenhum projeto polêmico na essência para ser votado. A próxima sessão Ordinária, a de número 92, será realizada no dia 4 de novembro.

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