Saúde registra mais uma morte decorrente da dengue; é a 5ª oficializada

Ainda restam quatro mortes sob suspeita de dengue que estão sendo investigadas; na semana passada a Secretaria Municipal de Saúde confirmou que quatro pessoas haviam morrido

Thais Cristina

A Estância Turística de Olímpia registrou esta semana a quinta morte em decorrência da dengue. Desta vez foi a jovem Thais Cristina Dorio Lima, estudante, casada, moradora no Jardim Garcez, que deixou um filho, Arthur Miguel, de dois anos. Esta é a quinta morte registrada na cidade em função da doença.

Na semana passada a Secretaria Municipal de Saúde confirmou que quatro olimpienses já haviam morrido este ano e que outras quatro mortes estão sendo investigadas se foram por dengue. Em nota após o corrido, a prefeitura disse apenas que ‘houve piora de quadro clínico’ de Thais Lima, por isso morreu. Disse ainda a prefeitura que "foram solicitados exames e transferência da paciente, mas os procedimentos foram suspensos porque a jovem não apresentava condições estáveis para o transporte".

O secretário da Saúde, Marcos Pagliuco, mesmo ausente da cidade, garantia à imprensa pouco tempo depois do trágico acontecimento, não ter havido negligência médica. Ele falou de São Paulo, onde se encontrava. Momentos após a morte da jovem, as redes sociais foram inundadas de informações dando conta, principalmente, de que sua morte teria ocorrido em razão de uma “injeção errada” que lhe teria sido aplicada na Unidade de Pronto Atendimento-UPA 24 Horas. O diretor técnico da Unidade, médico Gustavo Marcatto, por sua vez, prometeu gravar um vídeo explicando o caso, mas o material não chegou a circular.

“A UPA Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Olímpia esclarece que a paciente T.C.D.L., de 24 anos, recebeu toda assistência médica necessária, porém veio a óbito no início da manhã, desta terça-feira (2), após sofrer uma parada cardiorrespiratória”, começa a nota oficial da UPA. “A jovem havia sido diagnosticada com dengue e já vinha sendo acompanhada pela unidade e, na noite dessa segunda, procurou o local com dores abdominais e diarreia, tendo sido medicada”, prossegue.

“Na madrugada, a vítima apresentou piora no quadro clínico, sendo encaminhada para a sala de emergência onde evoluiu para uma parada cardiorrespiratória, sendo entubada e monitorada. Foram solicitados exames e transferência da paciente, mas os procedimentos foram suspensos porque a jovem não apresentava condições estáveis para o transporte”.

“A UPA ressalta que no prontuário médico da paciente não havia nenhuma restrição para medicamentos e que a medicação seguiu todos os protocolos do Ministério da Saúde. A causa da morte será investigada pelo Sistema de Verificação de Óbito”, concluiu.

QUEIXA NA POLÍCIA
Foi registrado Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Olímpia, pelo pai de Thais Cristina, Ocimar de Lima, 52 anos, morador no Santa Ifigênia. Ele registrou o BO às 7h26. A ocorrência da morte foi registrada como 6 horas da manhã de terça-feira.

Ele relatou que a filha há alguns dias contraiu dengue, e na quinta-feira passada, 27, começou a sentir fortes dores pelo corpo e ontem (segunda-feira), dia 1º, por volta das 19 horas, procurou novamente atendimento na UPA local, “sendo que chegou lá andando”, segundo o pai, “tudo dentro da normalidade”. Ele disse que acompanhou a filha a noite toda. Porém, na manhã de terça, recebeu a notícia de que a filha tinha morrido.

O delegado César Aparecido Martins registrou o BO e solicitou o encaminhamento do corpo ao Instituto Médico Legal de Barretos para os exames necroscópicos que se fizessem necessários, da mesma forma que a UPA também requisitou ao Serviço de Verificação de Óbito.

OUTRAS MORTES
Das quatro mortes já confirmadas pela Secretaria Municipal de Saúde em Olímpia, três delas faleceram na Santa Casa de Barretos e uma na Santa Casa local. Todos os pacientes eram idosos, sendo três mulheres, com idades de 71, 78 e 76 anos, e um homem de 90 anos, que apresentavam outras doenças e faleceram por complicações da dengue. Thais é a mais jovem olimpiense a perder a vida por causa da dengue.

Por outro lado, na comarca de Olímpia, Severínia apresenta o maior número de casos da doença: 486, um caso para cada grupo de 5,65 pessoas. Depois aparece Cajobi, com 73 casos confirmados, sendo um caso para cada grupo de 143,64 pessoas.

Em seguida aparece Guaraci, ocupando a quarta posição, com 139 doentes confirmados, sendo um doente para cada grupo de 79,77 pessoas. Embaúba vem a seguir, com 125 registros da doença, ou seja, um caso para cada grupo de 19,65 moradores. Já Altair tem o total menor. Lá, foram registrados 40 casos, sendo um para cada grupo de 103,35 pessoas.

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