Saúde já registrou 82 casos de conjuntivite

 

Com volta às aulas, preocupação aumenta; dengue também está sob vigilância

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, divulgou esta semana que já foram registrados em Olímpia, de janeiro até dia 19 de março passado, 82 casos de conjuntivite, número que surpreendeu as autoridades médicas por estar bem acima do esperado para o período. Em 2010 haviam sido registrados até março, apenas 12 casos. Na semana passada, a Vigilância havia informado apenas que a situação estava “dentro dos limites”.

A Saúde orienta que, na presença dos sinais e sintomas de conjuntivite, a vítima procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência e tome as medidas para evitar a transmissão da doença. O temor de uma epidemia é visível, uma vez que vários município da macrorregião têm surto ou epidemia.

A Secretaria está vigilante e seus agentes preocupados com a conjuntivite nesta volta às aulas. “Estamos avisando todos os profissionais de Saúde quanto à conjuntivite”, diz Marli Belucci, coordenadora da Vigilância Epidemiológica.

O retorno às aulas preocupa devido às aglomerações de crianças e adultos, o  que pode facilitar a proliferação. Sobre uma epidemia, “pode até ser que ocorra com o ajuntamento de pessoas”, alerta Marli. “Mas, por ora não houve alteração”, diz, apesar dos 82 casos.

A conjuntivite viral tem sido a responsável pelo aumento de 30% no número de atendimentos a pessoas que procuram os hospitais públicos e consultórios. Os cuidados para prevenir a conjuntivite devem ser tomados não somente no verão, mas também no ano todo, já que a doença apresenta incidência e transmissão durante os 12 meses. A conjuntivite é uma doença infecciosa transmitida por vírus, fungos ou bactérias e pode ser contagiosa.

DENGUE
Quanto à dengue, Olímpia registrou este ano 13 casos, das 81 suspeitas notificadas. Destes, seis são casos originados aqui mesmo, e sete são “importados”. “Não tem surto em Olímpia”, comemora. A Saúde aguarda 32 resultados do Adolfo Lutz.

Atualmente 30 agentes estão nas ruas, fazendo as visitas casa-a-casa, os bloqueios de suspeitos sem a nebulização, ou com a nebulização se confirmado o caso. Há uma equipe também que faz visita periódica à Santa Casa, recolhendo as notificações. “É um trabalho minucioso”, pontua Marli.

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