Salata denuncia erro de projeto em aprovação de suplementação para Daemo

Parte do dinheiro será usada para construir uma caixa d’água próxima ao poço perfurado no terreno da Superintendência; ‘Erro de projeto, esqueceram do reservatório’, acusou Salata

Vereador Salata

A Câmara de vereadores aprovou na sessão ordinária de segunda-feira passada, 27, por seis votos a três, em Regime de Urgência e não antes de muita polêmica, o projeto de Lei 5.491, que tratava da abertura de créditos suplementares à Superintendência de Água e Esgotos do Município-Daemo Ambiental, já transformado na Lei 4.458, de 29 de maio de 2019.

A propositura do Executivo Municipal suscitou denúncia do vereador Luiz Antonio Moreira Salata (PP), para quem “houve erro no projeto de perfuração do poço profundo” no terreno daquela Superintendência, razão pela qual agora está se solicitando verba para a construção de um reservatório “que esqueceram de colocar no projeto”.

Votaram favoravelmente ao pedido de suplementação de verba no total de R$ 1,149 milhão os vereadores Luiz Antônio Ribeiro, o Luiz do Ovo (DEM), Fernando Roberto Silva (PSD), José Elias de Morais, o Zé das Pedras (PR), João Batista Magalhães (MDB), Hélio Lisse Júnior (PSD) e Marco Antônio Parolim de Carvalho, o Marcão Coca (PPS). Luiz Gustavo Pimenta (PSDB), Flávio Olmos (DEM) e Salata não concordaram com o pedido e votaram contrários à matéria.

Além de certo valor a ser destinado à construção do reservatório, a proposição tinha por objetivo “suprir o aumento de despesas geradas com a instalação da nova Estação de Tratamento de Esgoto, Estação Elevatória do Vida Nova Olímpia II, ampliação da Estação de Tratamento de Água do Córrego Olhos D’água e construção de uma base elevada de concreto armado para aquisição de um novo reservatório de água no Jardim Santa Fé”. De acordo com a propositura, “o valor solicitado decorre de superávit financeiro obtido no ano anterior” na Daemo Ambiental.

“Foi um erro de projeto, esqueceram do reservatório”, denunciou o vereador Salata. “Não houve previsão na altura da vazão. (A falta do) Reservatório foi erro de projeto de engenharia”, emendou. “Alguém errou: foi a empresa ou foi o prefeito, que é engenheiro, parece que ele se meteu a calcular (medidas) lá. E não é ironia, é sério”, complementou o vereador.

“A Daemo teve superávit, mas precisa de dinheiro para comprar computadores e uma caixa de água, porque furou o poço, mas esqueceram da caixa d’água”, prosseguiu. Salata diz antever “turbulências nesta questão do reservatório”.

METADE DA VAZÃO PREVISTA
O poço a que se refere o vereador Salata é aquele perfurado nas dependências da Daemo Ambiental, por meio do qual se esperava o acréscimo de mais 350 metros cúbico por hora de água para injetar na rede distribuidora e garantir “mais de 100% da captação de água para fornecimento à população”. A perfuração foi estimada em R$ 3 milhões.

Porém, a vazão não será a esperada. A expectativa é de que saia dali metade dos 350 metros cúbicos por hora ou menos, estimados quando da elaboração do projeto. O governo garante que a empresa que executou os serviços, do ramo de engenharia de perfuração de poços, “é idônea e com ampla experiência comprovada, inclusive por acervos técnicos reconhecidos pelo CREA/Confea”.  Mas há informações extraoficiais dando conta de ter havido entreveros entre a empresa e o governo municipal, por conta de problemas na execução do projeto.

A obra do poço teve início “em meados de janeiro de 2018, com cronograma de 90 até 120 dias”, nos períodos diurno e noturno, intermitente, até a sua conclusão. Mas demorou muitos meses mais que os programados e consta que até agora não foi feito teste oficial de vazão.

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