Racionamento será inadiável sem chuvas

Diretor da Daemo não fala em data, mas diz esperar ‘chuvas importantes’ para os próximos dias; uso indevido terá multa

 

O diretor-superintende da Daemo Ambiental, Antonio Jorge Motta, disse à reportagem do Planeta News que, se não chover em quantidade suficiente nos próximos dias, será “inadiável” aplicar o racionamento da água servida à população. Ele não especificou uma data, mas disse esperar “chuvas importantes” para os próximos dias, a fim de evitar essa medida drástica. O consumo indevido terá multa, informa o diretor.

 

“A reservação depende da captação, então, estamos mantendo as caixas no limite da capacidade de produção dos poços e da captação Olhos D'água”, disse o diretor, sobre a situação dos reservatórios. “O risco de racionamento passa a ser ‘inadiável’, caso não ocorram chuvas importantes nos próximos dias”, complementou. Mota já havia dito que, para evitar o racionamento, tem que chover entre 180 a 200 milímetros contínuos.

 

Um fator agravante da situação, prossegue Motta, é o recebimento de turistas, que provocam um aumento significativo, tanto no consumo de água quanto no esgotamento sanitário. “Por ora não existe previsão de reuso de água do Thermas, mas não é descartado tal procedimento”, ele diz, sobre a vazão do clube, água que é despejada em milhões de metros cúbicos, todos os dias, no Olhos D´Agua.

 

Motta diz ser imprescindível o apoio da população “quanto ao consumo racional e responsável da água, para que evitemos ao máximo o transtorno do racionamento ou para que, caso ocorra,  afete o menos possível os usuários consumidores”.

 

“A Daemo Ambiental multará o responsável pelo desperdício de água, considerando como normal, tão somente, o uso estritamente necessário ao consumo humano (garantindo a essencial qualidade de vida saudável) e a dessedentação (sic) animal, afinal, água é alimento”, completa.

 

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