Publicação pode ter ficado entre R$ 9 mil e R$ 12 mil

A reportagem do Planeta News fez um levantamento de preços com base no material apresentado e apurou valor de até R$ 10,5 mil só a impressão

Depois de aguardar por uma semana a manifestação da assessoria de imprensa do prefeito Fernando Cunha (PR) acerca da publicação de 15 mil exemplares de uma revista colorida por inteiro para fazer propaganda dos atos da administração, a reportagem do Planeta News saiu a campo para apurar quanto dos cofres públicos foi gasto com essa iniciativa. O resultado foi que, somente a impressão, pode ter custado entre R$ 9,5 mil a até R$ 10,5 mil.

Porém, não está descartado um valor ainda maior, uma vez que a gráfica que prestou o serviço de impressão, informou não ter encartado a revista. Um serviço extra para o qual não foi possível apurar o valor.

Inicialmente foi verificado o preço para impressão de quinze mil revistas em papel couchê 90 gramas, 44 páginas, em formato um pouco menor, ou seja, medindo 20x27 centímetros, medida da revista em questão. O valor ofertado foi de R$ 9,8 mil. Na segunda gráfica pesquisada, o valor apurado foi de R$ 10,5 mil, revista em formato 21x31 centímetros, ou seja, um pouco maior, mas em couchê 90 gramas, mais capa em couchê 150 gramas, com 44 páginas.

A gráfica que imprimiu as revistas de Cunha fica em Fernandópolis e tem como proprietários Ana Cláudia Cabral Scandiuzi, moradora naquela cidade, Deonel Rosa Júnior, olimpiense que há décadas reside na cidade de Jales, e Glenda Angélica Cabral Scandiuzi, também residente em Fernandópolis, daí o nome Editora FerJal Ltda.

MAIS DO MESMO
O que seguramente tornou esta publicação pouco atrativa foi o material usado para ilustra-la. Tratam-se de textos “velhos” e desgastados, uma vez que já haviam sido divulgados à exaustão na cidade, por todos os meios de informação –impresso em papel ou eletrônico, inclusive nas próprias edições do Diário Oficial Eletrônico e nas redes sociais oficiais. E não só os textos. Também as fotos já tinham sido vistas à exaustão, inclusive muitas delas nem atualizadas foram.

O texto falava de uma obra já concluída e a foto ilustrativa mostrava os serviços ainda em andamento, por exemplo, como às páginas 6 e 7, tratando das obras contra alagamentos na Américo Brasileinse; antienchente, no São Benedito; de revitalização na Avenida dos Olimpienses e da reforma da Praça São José. Todas obras prontas mas cujas fotos mostram fases anteriores, como na avenida, ainda sem sequer ter iniciado, ou ainda em andamento nos outros locais.

No mais, segue mostrando alguns feitos em áreas variadas, aproveita-se de obras deixadas pela gestão anterior com recursos alocados e o que seria da própria lavra do atual governo, a revista trás como projeções, projetos e intenções. Lembrando que, para a maioria delas, não há sequer convênios assinados.

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