Protesto reuniu entre 500 a 1,2 mil pessoas

Estudantes, trabalhadores de diversos setores, profissionais liberais fizeram ontem a maior passeata que Olímpia já viu

  

Olímpia viveu ontem uma tarde/noite de protestos como os que se tem visto nas muitas capitais e cidades por este Brasil afora. Pelo menos cerca de 500 pessoas, na avaliação da Polícia Militar, ou 1,2 mil, na avaliação dos organizadores e alguns participantes, caminharam portando cartazes e gritando palavras de ordem por mais de uma hora, pacificamente, sob escolta policial.

O ponto máximo foi na Praça Rui Barbosa, onde as centenas de jovens e adultos “acamparam” e colaram dezenas de cartazes e faixas nos muros do prédio onde reside o prefeito Geninho (DEM).  Depois, protestaram em frente ao prédio da prefeitura nova, antigo Daemo.

 

A concentração foi feita na Estação Rodoviária Paschoal Lamana, desde por volta das 17 horas. Quem chegava por ali neste horário ou um pouco mais tarde, não imaginava que ainda muita gente fosse chegar. A aglomeração ocorreu cerca de uma hora depois, com os participantes chegando já com cartazes com frases e palavras de ordem diversas, máscaras, apitos, narizes de palhaços e várias bandeiras do Brasil.

Antes da saída, já por volta das 18 horas, o carro de som tocou por duas vezes o Hino Nacional Brasileiro, cantado com fervor por quase todos os participantes. Depois, todos saíram pela Aurora Forti Neves, em direção à Câmara de Vereadores. Seguiram pela avenida até o encontro com a Dr. Andrade e Silva, retornaram pela Forti Neves, até o prédio da Câmara, onde pularam as correntes e fizeram manifestações no pátio em frente.

Não houve incidentes, a não ser a tentativa de três garotas de quebrar as lixeiras ali existentes. Deram dois chutes, não conseguiram e desistiram. Houve o caso, também, de agressão a uma garota, mas os motivos não foram explicados. Fato que, aliás, passou despercebido. Da Câmara Municipal, os participantes decidiram subir até a Praça Rui Barbosa, pela 9 de Julho. Seguiram até a São João, viraram, entraram na praça e foram direto para a frente do prédio onde mora o prefeito Geninho (DEM) e familiares.

Ali ficaram por um bom tempo, aos gritos de “Vem para a rua”. Moradores do prédio, aparentemente não se incomodaram com o barulho, alguns ficando nas janelas a observar e a fotografar. Muitos manifestantes se sentaram no asfalto enquanto outros colavam cartazes, amarravam faixas no muro do prédio, e fotografavam. Mas o prefeito não apareceu.

Cerca de 20 minutos depois todos subiram pela Barnardino de Campos, parando em frente ao prédio da prefeitura nova, na Praça Rui Barbosa, gritando palavras de ordem, como “Cadê o meu dinheiro?”. Alguns manifestantes, empunhando a Bandeira do Brasil e cartazes se penduraram nas janelas e todos gritavam palavras de ordem.

Cerca de 15 minutos depois, subiram até a Dr. Antonio Olímpio, seguiram por ela até a David de Oliveira, descendo por ela até à rodoviária, onde se dispersavam, por volta das 19h30. A Polícia Militar não teve que intervir um momento sequer.

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