Projeto sobre empresas foi o tema da semana nas redes sociais

Vereadores gravaram vídeos defendendo seus votos e outros publicaram textos; bate-boca foi generalizado, cidadãos cobraram autoridades e principalmente, mais clareza nas informações

O Programa de Desenvolvimento Econômico de Olímpia-P.D.E.O., tomou conta das redes sociais esta semana, após projeto que normatizaria lei existente desde 2013, ter sido rejeitado na Câmara de Vereadores, por quatro votos a seis –precisava de sete votos para ser aprovado. O projeto de Lei 5.494, de autoria do Executivo Municipal foi considerado pior do que a lei já existente, uma vez que, segundo os vereadores da bancada independente, tirava direitos e benefícios a eventuais investimentos empresarias no Distrito Industrial.

O primeiro vídeo a surgir na rede foi de Flávio Augusto Olmos (DEM), tentando explicar aos cidadãos as razões pelas quais votou contrário à propositura do Executivo. Segundo ele, “a lei atual, em vigência, tem benefícios maiores”. Hélio Lisse Júnior (PSD) apareceu com um texto onde criticava os vereadores independentes, alegando que estavam atrapalhando o desenvolvimento do município. “O projeto de Lei não traz mudanças substanciais conforme alegaram os contrários. No contexto geral é melhor para os envolvidos. Basta analisar sem o viés do oportunismo”, disse ele.

Luiz Antônio Moreira Salata (PP), por sua vez, comentou que “este governo está agonizando, não consegue elaborar um projeto de Lei. Este é mais um ilegal e inconstitucional”. Também o internauta entrou no assunto, como Fabrício Henrique Raimondo, por exemplo, que disse que “o governo não aceita emenda nem da base, quanto mais da oposição. É hipocrisia o governo ficar dois anos e meio sem promover as licitações com lei de incentivo em vigência e jogar a culpa da incompetência de um secretário municipal no Legislativo. Afinal, o governo pode muito bem equacionar o melhor de cada lei e promover uma nova e levar o crédito. O que falta é vontade”.

Ele respondia a um assessor de vereador, que saiu em defesa de seu superior e bateu boca com várias pessoas. Para este assessor, bastaria aos vereadores contrários apresentarem emendas ao projeto, modificando o que não concordassem. Porém, é sabido que emendas, sejam quais forem, oriundas da oposição nunca são aceitas pelo prefeito.

“Porque diminuir o incentivo se já encontramos dificuldades de conseguir novas empresas? Imagine com o novo projeto? Por exemplo, atualmente temos uma isenção de 60 meses (5 anos) em 75% do IPTU, e o prefeito queria diminuir para apenas 24 meses (2 anos) em 100%.E 160x0,75, seria o mesmo que 45 meses de isenção, 45/24 = 87%. Portanto, reduziu o incentivo em 87% de isenção do IPTU”, calculou Olmos.

“Além disso, na Lei anterior o município declarava possível ajudar na infra-estrutura viária e terraplanagem. No atual não se trata do assunto, ao menos não encontrei nada tratando disso”, complementou.

O internauta Guilherme Ferranti de Souza disse acreditar que é uma “jogada política” o projeto, “pois o projeto anterior é bem mais amplo e mais incentivador, pelo pouco que sei, ao meu parecer esse projeto foi feito pra ferrar ainda mais quem quer investir em Olímpia”, sentenciou. Gustavo Feltrin, por sua vez, cobrou: “Vamos ser transparentes gente, vamos acordar. Vamos acompanhar e saber o que realmente está acontecendo. O que o prefeito quis implantar não ia trazer benefícios algum. Então, antes de falar bobeira, vamos apurar os fatos.”

Antonio Targo Bianchi foi ainda mais incisivo: “É muito simples, pergunta, para o prefeito de Cravinhos, qual foi o milagre que ele fez para o polo industrial daquele município crescer de maneira tão grande nos últimos anos. Aqui nada dá certo, foi embora um monte de indústrias daqui do nosso município, e não se instalou uma sequer! Pelo amor de Deus queridos governantes, vamos trabalhar com amor ao povo, e menos amor ao dinheiro. Às vezes é necessário perder pra poder ganhar mais pra frente, vamos governar com inteligência e sabedoria, sempre pondo Deus à frente de tudo, que é por aí o caminho, vai por mim.”

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