Projeto de industrialização foi retirado da pauta ‘’às escondidas’

Crítica é do vereador Gustavo Pimenta; o P.D.E.O, que havia sido rejeitado na Casa, gerando intensa polêmica, estava na pauta, mas foi retirado minutos antes de começar a sessão

Vereador Gustavo Pimenta

O polêmico projeto de Lei que dispõe sobre o Programa de Desenvolvimento Econômico de Olímpia-P.D.E.O., que gerou intensa polêmica na cidade após ter sido rejeitado na Câmara de Vereadores pela bancada independente, recebeu novo número, 5.500/2019, e quase foi a nova votação na terça-feira passada, 25 (segunda-feira, 24, foi feriado municipal). Ela constava na pauta desde o dia 19, para votação em Regime de Urgência. No dia 25, ainda estava na pauta, mas sem o pedido de urgência. E pouco antes de iniciar a sessão, nem na pauta estava mais.

Após o início da sessão, somente o vereador Luiz Gustavo Pimenta (PSDB) estranhou sua ausência e cobrou do presidente Antônio Delomodarme (Avante) a razão pela qual o projeto do Executivo não estava sendo ao menos deliberado naquela sessão, tendo sido retirado “às escondidas” da pauta.

Um pouco irritado e falando alto, Niquinha disse que tem a prerrogativa de retirar projetos da pauta “até um minuto antes do início da sessão”.  Depois observou que haviam feito uma “mudancinha” no projeto, com a qual ele não concordava. “Eu espero de volta o projeto original, o primeiro que veio para cá”, cobrou.

Esta “mudancinha”, conforme o Planeta apurou, pode estar relacionada ao ítem “terraplenagem”. O primeiro projeto tratava do assunto, mas isentava o município desta responsabilidade. No segundo projeto, este parágrafo acabou sendo suprimido.

Este projeto do P.D.E.O. foi o mais polêmico a surgir nos últimos tempos, devido ao uso político que o Executivo e a bancada atrelada ao governo fizeram por causa de sua rejeição por quatro votos a seis (eram necessários sete votos). A bancada independente houve por bem votar contra devido a algumas questões constantes do documento, que julgaram prejudiciais aos eventuais interessados.

Logo após esta decisão, não se falou de outro assunto nas redes sociais e nas rodas de conversas, com a opinião pública dividida em torno da questão. O Planeta recebeu informações de que desta vez a bancada independente iria votar favorável à propositura. Os independentes pretendem, no entanto, apresentar emendas caso sejam necessárias.

Vereadores da base, à frente Hélio Lisse Júnior (PSD) e o presidente Niquinha (Avante) garantiram que se o projeto for aprovado, 17 empresas virão para Olímpia de imediato, segundo Lisse, ou 21 empresas, segundo Niquinha. E a bancada independente pretende não obstruir esta prometida pujança empresarial que o município deverá experimentar após o projeto aprovado.

“As empresas que já estão instaladas em Olímpia e geram empregos que se mudarem para lá, não farão parte do lote. Aguardamos 17 ou 21 novas empresas, para que novos postos de trabalho sejam criados”, observou o vereador Flávio Olmos (DEM). Há uma Lei do P.D.E.O. desde 2013 em vigor na cidade (3.745/2013), e nada se viu até agora, de concreto, quanto ao fomento industrial.

 

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