Prodem ainda não retomou obra na rodoviária

Segundo secretário, a CA-2 queria quase R$ 300 mil de aditamento, o que a prefeitura não aceitou

A empresa pública olimpiense Progresso e Desenvolvimento Municipal-Prodem ainda não retomou as obras de readequação do prédio e instalação de cobertura do pátio de estacionamento de ônibus da Estação Rodoviária “Paschoal Lamana”, conforme anunciado há mais de 20 dias pelo secretário municipal de Obras, Renê Galetti. Tais obras foram abandonadas pela empresa CA-2, vencedora da licitação, que estava exigindo quase R$ 300 mil de aditamento no contrato para concluí-la. O secretário acha o valor muito alto. “Até uns R$ 100 mil aceitaríamos”, disse. Mas, não houve acordo.

As obras na rodoviária estão bastante atrasadas – foram licitadas em 2010, segundo Galetti. E a empresa que as começou parou o trabalho já faz pelo menos dois meses. E a “fuga” se deu por falta de acordo com o Executivo. “Eles estão solicitando aditivo contratual, mas, a prefeitura entende que não é o caso. Estão querendo aditivo contratual de R$ 297 mil, e achamos que não é devido”, disse na ocasião, Renê Galetti.

“Esta obra será passada para a Prodem. Vamos fazer o balanço do que já foi pago, porque não existe nenhum item que foi pago que não está executado. Guardamos o material que é de propriedade da prefeitura. E esperamos que a Prodem assuma a obra”, disse Galetti, há quase 20 dias atrás. O prazo estimado por ele para a volta dos trabalhos ali foi de “30 a 45 dias”.

A obra trata-se de um convênio estadual com o DER, “que estava perdido”, e foi resgatado pelo então vereador, hoje licenciado e ocupando a Pasta de Agricultura, Dirceu Bertoco, de aproximadamente R$ 750 mil. O prazo final de conclusão agora é para a metade do ano que vem, já que o cronograma estourou totalmente. A ordem de serviço foi assinada pelo prefeito no dia 21 de dezembro de 2011, com previsão de conclusão em 180 dias, ou seja, em junho de 2012. Ou seja, aquela pequena obra já está atrasada, oficialmente, um ano.

 

BANCOS
Também os bancos de concreto, que Galetti prometeu há quase vinte dias atrás colocar de volta “improvisadamente”, também não foram colocados nas laterais da rodoviária até hoje. Estes bancos serviam para populares esperar ônibus circular, de um lado, e do outro para os taxistas e populares sentarem.

VERBA POLÊMICA

O governador Geraldo Alckmin havia assinado numa segunda-feira, 1º de agosto de 2011, a liberação da primeira parcela do montante de R$ 750 mil para ser usado na reforma do

prédio da rodoviária. Confirmava-se, assim, a verba que vinha gerando polêmica já há alguns anos, em virtude de ter aparecido muitos “pais” para ela.

O prefeito Geninho (DEM) anunciou que a verba foi conseguida pelo então deputado

estadual, hoje federal e secretário de Estado, Rodrigo Garcia (DEM), do mesmo partido. O vereador João Magalhães (PMDB) dizia, por sua vez, que aquele era um trabalho que havia começado em 2006, por meio do deputado Edmir Chedid, então do PFL. E por último, Dirceu Bertoco (PR), hoje vereador licenciado e ocupando a Pasta da Agricultura do município, disse que a intermediara por meio do deputado estadual André do Prado (PR), já que a liberação do recurso havia sido cancelada.

Até o então secretário do Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Amaury Hernandes, entrou na contenda. Disse que o pedido havia sido feito, na verdade, em 2009, em audiência com o secretário estadual Mauro Arce, o mesmo que havia encaminhado o pedido de Magalhães. Disse ainda que o pedido foi de R$ 1,5 milhão, mas haviam sido liberados apenas R$ 750 mil. Depois, Geninho creditou a liberação do recurso também ao vereador, então vice-presidente da Câmara, Toto Ferezin (PMDB) que, no entanto, não contestou Magalhães quando este cobrava a autoria da verba, na Câmara.

E para terminar a polêmica, seis anos depois do início de tudo, quem chegou anunciando a liberação do recurso foi o vereador do PR, Dirceu Bertoco. Disse que conseguiu reaver a verba “que estava perdida” por meio do deputado estadual André do Prado (PR).

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