Prefeito quebra protocolo e não faz pronunciamento na Câmara

Trata-se de uma norma regimental que o chefe do Executivo vá ao Legislativo fazer a saudação ao início do ano legislativo, mandar sua mensagem ou fazer um balanço de suas atividades

O prefeito Fernando Cunha (PR) quebrou o protocolo regimental na última segunda-feira, 4, no retorno das atividades legislativas da Câmara de Vereadores, e não fez seu discurso protocolar como é praxe nestas ocasiões. Cunha preferiu fazer somente uma reunião a portas fechadas com oito vereadores –Flavinho Olmos (DEM) e Salata (PP)não estiveram presentes.

Os oito parlamentares receberam a visita do prefeito e de alguns secretários municipais. O chefe do Executivo desejou sucesso ao novo presidente, Antônio Delomodarme, o Niquinha (Avante), por cuja eleição para a Mesa é responsável, uma vez que preteriu os demais pretensos candidatos de sua base.

Uma afirmativa de Cunha que não ficou bem clara foi a de “estar mais presente nas atividades da Câmara”. Não se sabe se este “estar mais presente” pode se traduzir como conversar mais com a Casa sobre questões político-administrativas, ou se para praticar ingerências na atuação da presidência, já que Niquinha não tem base de apoio na Casa de Leis onde, dizem algumas fontes, estaria sozinho devido à sua forma truculenta de administrar.

 Segundo consta, o prefeito fez um balanço dos dois anos de gestão e destacou “o respeito que o Executivo terá com o Poder Legislativo, deixando seu gabinete de portas abertas para diálogos com os vereadores, independentemente de partidos”. Isso pode ser traduzido como uma tentativa de amenizar o possível cenário oposicionista que ronda Cunha, até então cheio de animosidades com determinados edis.

“Os senhores, como eu, bem conhecem os problemas do dia a dia. Alguns, de determinados setores, conhecem com mais profundidade determinadas regiões, por isso, as suas contribuições serão muito bem-vindas”, teria dito Cunha.

O prefeito usou como justificativa o não uso da palavra na Tribuna e a participação em pelo menos parte da sessão, o fato de que no mesmo horário estava sendo realizada a missa de sétimo dia em virtude do falecimento de seu irmão José Luiz Rainho Cunha, na Igreja Matriz de São João Batista.

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