Policial Militar diz que bandidos vigiavam Companhia

‘Na hora que eu cheguei com a viatura na Rua São João com a Waldemar Lopes Ferraz, já começaram a atirar para nosso lado’, disse

Um policial militar que não se identificou no áudio, mas que consta tratar-se do soldado Cassemiro, teve um áudio de pouco mais de três minutos distribuído via WhatsApp esta semana, no qual explica em detalhes o ponto de vista dele e seu colega de ronda, bem como o de dois outros policiais militares que também estavam na ronda quando do assalto ao caixa eletrônico da CAIXA, na Praça Rui Barbosa. Ele fez a narração do fato como forma de rebater as críticas que parcela da população vinha fazendo à ação da polícia no episódio.

“Eu estava no local, eu que atendi a ocorrência. O que aconteceu foi o seguinte: Por volta das 2 horas e 40 da manhã, passei com a viatura na Bernardino (de Campos), ao lado do prédio (Residencial Olímpia). Subi até a Rua Síria, desci pela David de Oliveira e virei na Coronel Francisco Nogueira. Passei ao lado do Banco Santander. Na hora que eu cheguei na Waldemar Lopes Ferraz, escutamos a explosão. Nisso eu dei a volta no quarteirão por trás e saí na Rua São João. Na hora que eu cheguei com a viatura na Rua São João com a Waldemar Lopes Ferraz, já começaram a atirar para nosso lado, provavelmente com fuzis”, começou contando o policial.

“Eu desci a Avenida Waldemar, e tinha um cara no meio da rua, próximo à Companhia (sede da PM em Olímpia), de olho, vendo se alguém saía com viaturas. Fizemos contato com outra viatura que estava na ronda, o (PM) Vicentini e o (PM) Passareli, que estavam na Aurora (Forti Neves). Na hora que eles escutaram o estouro, tentaram subir a Bernardino, ao lado do (Restaurante) Nagoya, porém tinha um ‘vagabundo’ na esquina do prédio (Residencial Olímpia) com fuzil 762 com mira à laser. Ai o ‘vagabundo’ passou a mira à laser no parabrisa da viatura e começou a atirar para o rumo sem parar, deve ter sido mais de 50 disparos”, prossegue o soldado.

“Em seguida fomos pela rua de trás do posto Sergal, nos abrigamos ali por que não tinha o que ser feito, eles estavam com fuzis 762, fuzis 56, calibre 12, calibre .40 e 9mm, foram essas as munições que achamos no chão ao redor da praça toda. Em seguida, depois que nos abrigamos, na hora que diminuiu a intensidade dos disparos, subimos em direção à Praça, e como é procedimento de praxe da Policia Militar, fomos diretamente para a rota de fuga, em uma das saídas da cidades e aguardamos as duas viaturas juntas, ao lado do Condomínio Veridiana, na saída para São José do Rio Preto, porém eles não passaram por ali, tomaram outro destino”, informou o PM.

“Tem um monte de ‘ignorantes’ que falou que a policia demorou para chegar no local e um ‘monte de m...’, o cara não sabe nem o que está fazendo no mundo e fica falando esse monte de ‘borracha’ ai”, desabafou o policial. “Então, para quem queria saber, é isso que realmente aconteceu. Graças a Deus não aconteceu nada com os irmãos (PMs), estamos bem, foi levado só o dinheiro do caixa”, finalizou.

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