Pimenta renuncia à função de 1º secretário da Mesa e faz sérias acusações ao presidente

Sessão de segunda-feira, a última deste ano legislativo, registrou também intenso bate-boca entre o líder do prefeito, João Magalhães, e o vereador do DEM, Flávio Olmos

Vereador Gustavo Pimenta

Na noite de segunda-feira, 9 de dezembro, foi realizada a última sessão ordinária do ano da Câmara de Vereadores da Estância Turística de Olímpia. Mas, não foi uma noite de trabalhos tranquila. Pelo contrário, ela foi marcada pela renúncia de Gustavo Pimenta (PSDB) à função de 1º secretário da Mesa Diretora, que saiu fazendo graves acusações contra o presidente, Antonio Delomodarme, o Niquinha (Avante), e um estrondoso bate-boca entre o líder do prefeito, João Magalhães (MDB) e seu colega Flávio Olmos (DEM).

Logo na abertura da sessão foi lido o requerimento de renúncia feito pelo então primeiro secretário Pimenta. Com a decisão, para poder dar continuidade aos trabalhos, o segundo secretário, Luiz Antônio Ribeiro, o Luiz do Ovo (DEM), assumiu a primeira secretaria, e o presidente, Antônio Delomodarme, designou provisoriamente o vereador Hélio Lisse Júnior (PSD) para exercer as funções de segundo secretário, o que Pimenta reputou como erro crasso da Mesa, uma vez que o cargo vagado era de primeiro e não segundo secretário.

E esta tornou-se, segundo ele, mais uma das “22 denúncias feitas ao Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas” contra o presidente. Uma eleição futura deverá ser realizada, para redefinição da nova composição da Mesa Diretora. Segundo comentários, Niquinha pode encontrar dificuldades para preencher a vaga, uma vez que a função obriga seu ocupante a assinar todos os atos e decisões do presidente, e torna-se co-responsável por toda documentação emanada. E esta teria sido a razão da renúncia de Pimenta.

“O que assinei até aqui, eu responderei junto com o presidente. Mas, o que não assinei, por entender que não está de acordo com a lei, que são as ilegalidades e imoralidades, eu já denunciei às autoridades competentes”, disse Pimenta.

Não bastasse este choque político, a noite ainda reservaria outro: um fortíssimo bate-boca entre o líder do prefeito na Câmara, João Magalhães (MDB) e seu colega Flávio Augusto Olmos (DEM), por este ter dito que ele era um vereador “encoleirado” pelo prefeito, uma vez que é suplente na Casa, em lugar de Cristina Reale, secretária de Assistência Social. Ambos se exaltaram fortemente aos gritos e uso de adjetivos vários, escandalizando os presentes e os internautas que assistiram e ouviram tudo pela internet.

MAGALHÃES TAMBÉM JÁ RENUNCIOU
Renunciar ao cargo de 1º secretário da Mesa não é novidade. No final de março de 2008, o atual líder do prefeito na Câmara, João Magalhães, também renunciou à função de primeiro-secretário da Mesa Diretora que, coincidentemente, tinha Niquinha como vice-presidente. E coincidentemente ou não, a saída de Magalhães foi por divergências com o próprio Niquinha.

Da mesma forma, com a leitura do pedido realizada na sessão ordinária do dia 24 de março daquele ano, foi oficializada a renúncia do vereador, além da exoneração do advogado Gustavo Secchieri Miotti, que consta teria sido nomeado por indicação dele. E a razão foram declarações feitas por seu companheiro de bancada, Niquinha, em dezembro de 2007. Naquela ocasião, Niquinha afirmou que Magalhães seria “câncer”, “antiético” e “capeta da rejeição”. Afirmações feitas após Magalhães anunciar à imprensa local que os servidores públicos do município de Olímpia teriam um abono salarial que seria concedido pelo prefeito Luiz Fernando Carneiro. Como presidente da Associação de Funcionários, Niquinha queria ele próprio ter anunciado a boa nova.

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