Pesquisa com turistas revela carências da Estância

Coleta foi feita entre julho de 2014 e março de 2015, sob supervisão do Olímpia Convention & Visitors Bureau, por meio de 487 formulários

Uma pesquisa feita na Estância Turística de Olímpia por estudantes da ETEC sob supervisão do Olímpia Convention & Visitors Bureau, por meio de 487 formulários deixados em hotéis, pousadas e no próprio clube Thermas dos Laranjais, revelou nas opiniões dos turistas que para cá veem em busca de lazer, as profundas carências da cidade.

Também revelou qual o perfil do turista que visita Olímpia, seu poder econômico, tempo de duração do passeio, meios de hospedagem usados além de muitos outros detalhes, o que possibilita elaborar um painel de discussões entre todos os interessados, incluindo o Poder Público.

O “Relatório de Pesquisa do Perfil da Demanda Turística de Olímpia” foi esmiuçado na noite de terça-feira, 28, na Câmara de Vereadores, pela diretora do OC&VB, Cristina Prado, para cerca de 80 interessados direta ou indiretamente no assunto. A apresentação foi feita pelo presidente da instituição e diretor da Ferrasa Construções, Sérgio Ney Padilha. Ele disse que há 13 anos acompanha os relatórios das opiniões sobre o turismo local.

E que o Parque Aquático Hot Beach, em construção em Olímpia, “surgiu das deficiências apontadas além do Thermas”. Padilha fez questão de observar que o que está se fazendo agora, “não diminui em nada o que já existe”.

Participaram do encontro uma representante da Diretoria Regional de Turismo, uma monitora do Senac/Rio Preto, professore e alunos da Etec, instituição de ensino técnico de Olímpia, Diretores do Thermas dos Laranjais, do Royal Termas Resort e Spa, da Associação de Hotéis e Pousadas, associados do OC&VB e os vereadores Cristina Reale e Salata, num total de cerca de 80 pessoas.

“Essa é uma pesquisa de caráter permanente”, frisou Cristina Prado. Ou seja, ela é feita todos os meses. Os questionários com 20 perguntas a serem respondidas pelos turistas são entregues para os associados do Convention que depois os distribuem para hotéis, pousadas e ao próprio Thermas dos Laranjais, e são devolvidos todo o mês. “No Thermas é feita pesquisa toda semana, em dias alternados, por alunos da Etec. Sempre no final do dia, que é quando o turista já vivenciou o clube”, explica Prado.

Um dos dados apurados pela pesquisa é que a maioria dos turistas que veem a Olímpia por conta do Thermas é do Interior de São Paulo– 32,6%; da Capital– 31%, e Grande São Paulo– 18,7%. “Diante disso, temos todo um Brasil para trabalharmos nosso turismo”, especula Cristina. A maioria dos turistas tomou conhecimento do parque aquático por meio de amigos– 63,4%, ou pela internet– 27,7%. Na média, quando vem a Olímpia o turista fica três dias– 49,1%; uma semana– 21,8%, ou dois dias– 16%.

E quase a totalidade– 92%- claro, vem para fazer turismo, o que dá margem para Cristina sugerir ampliar o leque de atração, “com eventos e negócios”, por exemplo – só 2,1% dos entrevistados disseram vir a Olímpia com a finalidade “negócios”. E, óbvio também, 96,3% dos entrevistados veem pelo Thermas. O Fefol atrai 1,8% somente dos turistas. Dos entrevistados nesta leva de 487 turistas, 63,7% estavam em Olímpia pela primeira vez, enquanto 14,8% disseram vir uma vez por ano, pelo menos. “Temos que ter muito cuidado para podermos trazer estes turistas de volta à cidade”, orienta Cristina.

E onde se hospedam os turistas? 47,2% em hotéis e 37,6% em pousadas. 47,4% disseram se alimentar no próprio clube, mas 45,4% disseram que o fizeram fora de lá, ou seja, nos restaurantes e lanchonetes. Um detalhe a ser destacado: 46% dos entrevistados disseram que não compram na cidade, embora 61% deles tenham dito que foram conhecer a cidade. Porém, se 68% a classificaram como “boa e ótima”, 38% disseram que precisa de melhorias. Quase 30% - 27,8% - sentiram falta de shopping, comércio aberto à noite ou no sábado à tarde, de mais atrativos turísticos ao ar livre e mais opções de alimentação.

Dado interessante e animador apontado pela pesquisa mostra que nossos turistas têm na maioria, Ensino Superior– 35,7%, “portanto são críticos e informados”, diz Cristina Prado, e com poder aquisitivo de classes “A” e “B”. Na pesquisa apontaram rendimentos entre R$ 2,9 mil a R$ 7,2 mil– 36,8%, e entre R$ 7,25 mil a R$ 14.499– 22,6%.

“Este levantamento serve como ponto de partida para refletirmos sobre o que o turista quer. E a cidade precisa ir se adequando às exigências”, observa Cristina Prado. Uma conclusão inevitável diante das opiniões dos turistas é que há muita falta de informação, em termos gerais, que os norteiam na cidade, que façam com que procurem outros atrativos. E este problema precisa ser solucionado porque, muito importante, 86% destes turistas disseram que sim, voltariam a Olímpia.

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