Peixes morrem em rio com baixo oxigênio

‘Olhos D’Água’ chamou a atenção popular segunda-feira e até a Cetesb foi acionada

 

Uma grande quantidade de peixes, muitos de tamanhos consideráveis, apareceu boiando sem vida no córrego “Olhos D’água” no início da manhã de segunda-feira, 7, chamando a atenção de populares e fazendo com que técnicos da Cetesb e da Polícia Ambiental viessem a Olímpia analisar a água. O alerta foi dado por uma cidadã no início da tarde da segunda, por volta das 12h15, por telefone, ao programa “Cidade Aberta”, da Rádio Menina-AM.

 

Em princípio, a informação dava conta de que dezenas de peixes boiavam na ponte da Rua Benjamin Constant. Logo em seguida, outro ouvinte ligou, se identificando como Antônio Carlos e, no ar, disse que ao fazer caminhada matinal, deparou com o mesmo problema, só que nas proximidades da ponte da Rua Engenheiro Reid, próximo à Câmara de Vereadores.

 

De acordo com ele, a quantidade de peixes mortos era grande chegando, inclusive, a chamar a atenção de aproximadamente 30 urubus. Ele relatou também que pouco mais acima, na margem do rio, havia uma máquina que, embora não estivesse em funcionamento, aparentava estar atuando no desassoreamento do rio.

 

Para esse ouvinte, a mortandade de peixes estaria ocorrendo justamente em razão desse desassoreamento, porque ao remexer nos montes de terra e areia, formados no fundo do rio, essas manobras eliminariam os chamados “poços”, locais onde há maior profundidade, que seriam aproveitados pelos peixes para sobrevivência.

 

CETESB

O técnico da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental-Cetesb, de Barretos negou, no entanto, uma possível mortandade de peixes naquele córrego, mas confirmou que há falta expressiva de oxigênio naquelas águas. De acordo com Márcio Barbosa Tango, o nível de oxigênio da água está bastante abaixo do normal, aproximadamente 70% menos, mas não seria o responsável pela morte dos sete peixes mortos que encontrou.

 

Os testes indicaram 1,38 e 1,40 miligrama de oxigênio por litro de água, quando o ideal seria que variasse entre cinco e seis miligramas. Na verdade, a água do rio está com apenas cerca de 27,6% do oxigênio ideal. Com o técnico estiveram em Olímpia também dois policiais ambientais. Foram feitos testes na água do rio em pelo menos três lugares no trecho que corta a cidade ao meio.

 

O órgão e a Polícia Ambiental foram acionados por um chamado anônimo de pessoa que ouviu os relatos dos ouvintes da emissora informando uma possível mortandade de peixes no rio.

A partir das medições, o técnico chegou à conclusão de que pode haver em algum ponto do percurso do rio, abaixo da represa de captação, alguma vazão de esgoto, problema que também já foi denunciado por aquela mesma emissora, várias vezes.

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