Para realizar sonho, mecânico vai pedalar 35 mil km

Trata-se de uma viagem turística, ‘para adquirir bagagem, conhecer lugares que não conheço’, diz Lucas Bernardo Roberto

A pretensão de Lucas Bernardo Roberto, de 38 anos, é que seja um passeio turístico. Promessa ele já pagou quando fez uma caminhada de 403 quilômetros, em nove dias, de São João da Boa Vista até Aparecida do Norte, em fevereiro passado. Agora ele vai pedalar até 35 mil quilômetros percorrendo a América do Sul, partindo de Olímpia, na manhã do dia 18 próximo, mais especificamente dos portões do Thermas dos Laranjais.

Essa “pedalada” vai durar quatro anos e pesar 40 quilos (de bagagem). Está orçada em R$ 30 mil, mas terá que ser custeada com no máximo R$ 15 mil. “Tive pouco patrocínio”, queixa-se o jovem ex-mecânico.

Lucas Bernardo partirá de Olímpia até Diamantina, onde começa o caminho, chamado por ele de “estrada real”. O trecho era usado no século 17 para escoamento do ouro do Brasil para Portugal. Dali ele descerá para Parati, no Rio de Janeiro, estado em que permanecerá um tempo, até passar as Olimpíadas. Depois segue via Espirito Santo, Bahia, Alagoas, Recife, Acre e mais adiante, entrando pela Bolívia, depois Equador, Peru, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e Santa Catarina, na volta, quando já se terão passados, então, quatro anos, e percorridos 35 mil quilômetros.

“Será uma viagem auto-sustentável, vou acampar e fazer a minha própria comida”, observa Lucas Roberto. “Eu não tenho dinheiro. Precisaria de R$ 30 mil pelo menos, mas vou viajar no máximo com R$ 15 mil, tive pouco patrocínio”, complementou. Pelos seus cálculos, gastaria cerca de R$ 20 por dia, num total próximo a R$ 30 mil. Terá que gastar menos. A metade disso. R$ 10 por dia. Pretende pedalar todo dia, com 40 quilos de bagagem.

‘É uma viagem turística, para adquirir bagagem, conhecer lugares que não conheço”, responde, quando perguntado qual o objetivo da aventura. Mas tem também um objetivo altruísta: “Se com isso conseguir tirar alguém da zona de conforto, já terá valido à pena”, diz, imaginando que será exemplo de disposição para outros. Lucas Bernardo trabalhava há sete anos em uma conceituada oficina mecânica da cidade. Pediu as contas. “Todo mundo tem um sonho”, lembra.

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