Olímpia recebeu Circuito SESC quarta-feira

Projeto trouxe a Olímpia nove atrações diferentes, mas público foi reduzido

 

Olímpia foi novamente inserida no Circuito Sesc de Artes, projeto que percorre 88 cidades do interior, litoral e grande São Paulo, no período de 1º a 19 de junho, reunindo cerca de 270 artistas que atuam em seis roteiros simultâneos. Na estréia, em Olímpia, foram apresentadas nove atrações diferentes nos campos da música, teatro, dança, circo, literatura, artes visuais etc., na tarde/noite de quarta-feira, 1º de junho, na Praça da Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida (“Valdomiro Graça”).

 

Apesar da qualidade e do profissionalismo das atrações, a presença de público foi mínima. O secretário municipal de Cultura, Beto Puttini, lamentou. “Nós procuramos trazer atrações diferenciadas, divulgamos bastante, mas, infelizmente, o público não comparece. E para manter eventos como este, na cidade, que é inteiramente grátis para o município, precisamos de público. Esta é a única exigência que eles fazem”, disse Puttini.

 

O Circuito Sesc de Artes promove a diversidade das manifestações artísticas contemplada também com atividades de artemídia e performance. “O imaginário da praça como ponto de encontro de gerações, como espaço das feiras e trocas simbólicas, é o eixo da programação, com o intuito de intervir no espaço público e propor uma suspensão no cotidiano das cidades”, pontuam os organizadores.

 

MÚSICA
Na música, o espetáculo foi da Orquestra Saga, de São Paulo, ou seja, a Sociedade Amigos da Gafieira. A orquestra, composta por 15 integrantes, foi formada em 2009 do encontro de instrumentistas de outros grupos de São Paulo. O repertório prioriza a música brasileira dançante, como sambas e gafieiras, incluindo clássicos como “Ladeira da Preguiça”, de Gilberto Gil, e “Samba de Orfeu”, de Tom Jobim e Luis Bonfá.

A banda fez um show primoroso e eclético, cujas vozes foram de Gabriel Moura, também compositor de algumas das canções, e da cantora e bailarina Flávia Menezes. Moura é sobrinho do saxofonista rio-pretense famoso internacionalmente, Paulo Moura. Sem dúvida, um presente para os amantes da boa música. Metais, cordas, teclado e percussão foram os acompanhamentos para as vozes dos cantores.

 

No teatro, o espetáculo Cirquinho de Pulgas, da Cia. Legião de Palhaços, de Santa Catarina, agradou em cheio principalmente às crianças, mas adultos presentes não ficaram indiferentes. O circo de pulgas é uma tradição entre os palhaços do mundo e não se conhece ao certo sua origem. Trata-se de um pequeno picadeiro com todos os aparelhos do mundo circense, onde pulgas adestradas realizam fantásticos e perigosos números. Com roteiro, direção e atuação de Márcio Corrêa.

 

TROPICALISMO
Na dança, a apresentação de Nucleares na Rua, da Cia Mariana Muniz, de São Paulo, prendeu a atenção de quem estava lá – a esta altura, por volta das 19h30, cerca de 200 pessoas. O espetáculo é inspirado no trabalho Núcleos, do artista plástico tropicalista Hélio Oiticica. Teve ainda o Circo Arlequin, da Trupe Arlequin, da Paraíba, que mexeu com o público de forma intensa, fazendo-o interagir com o espetáculo. Um bar serve de pano de fundo para retratar as mais diversas e divertidas histórias.

 

Na Literatura, o Polvo Poético, do Grupo Sensus, do Rio de Janeiro, trouxe uma forma inusitada de “espalhar” poesias: o “difusor” de poesias, uma “engenhoca” composta por um capacete de obra com tubos flexíveis que as pessoas colocavam nos ouvidos e a atriz declamava poesia num deles, e todos ouviam ao mesmo tempo. Agradou em cheio. O objetivo dessa intervenção poética é popularizar o gosto pela poesia, segundo a organização.

 

Nas Artes Visuais foi exibido o Jogo-Acervo SESC de Arte Brasileira, com o objetivo de aproximar o público do universo artístico por meio do contato com obras de arte. E o especial Videorrepórter. Com a missão de descobrir quais são os hábitos culturais dos moradores da cidade por onde passa, um videorrepórter faz rápidas entrevistas sobre quais são as opções de cultura, lazer e entretenimento da região. Vários olimpienses foram filmados falando sobre os atrativos da cidade. As apresentações foram fechadas com o show da Orquestra Saga, que tocou até por volta das 22 horas.

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