Olímpia precisa de R$ 29 milhões para água e esgoto

Seriam R$ 12 milhões para esgoto e R$ 17 milhões para água: valor caiu devido à desistência de Cunha em dar continuidade à ETA seca; engenheiros do DAEE visitaram Olímpia

Estaçao de tratamento de esgoto em construção

O prefeito Fernando Cunha (PR) acaba de revelar que Olímpia precisará, para resolver seus problemas de tratamento do esgoto em 100% e restabelecimento pleno do fornecimento de água à população, de pelo menos R$ 29 milhões nos próximos meses, para que seja concluída a Estação de Tratamento de Esgoto-ETE, no trevo principal da cidade, e feita a perfuração de um poço profundo, em substituição à Estação de Tratamento de Água, conhecida como ETA-seca, no Jardim Cecap. O prefeito garante que, mudando-se o objeto desta obra, haverá uma economia de R$ 8 milhões.

A informação surgiu após visita dos engenheiros do Departamento de Águas e Energia Elétrica-DAEE, ao município, esta semana, a pedido de Cunha junto ao o Braga, secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Benedito Braga. O prefeito de Olímpia também se reportou a Ricardo Salles, secretário estadual do Meio Ambiente, e Ricardo Daruiz Borsari, superintendente do DAEE.

Com os engenheiros foram discutidos três assuntos importantes, com destaque inicial para a retomada das obras da ETE, considerada uma prioridade para a administração municipal, já que a cidade não tem 100% do esgoto tratado, e recentemente a prefeitura e novos loteamentos do município foram multados pela CETESB. Para a conclusão das obras são necessários R$ 17 milhões, segundo Cunha.

De acordo os engenheiros da DAEE a obra deverá ser retomada com a máxima urgência. “Olímpia tem 20% de tratamento de esgoto. A ETE tem que sair. Essa é minha prioridade junto ao Governo do Estado”, disse o prefeito.

O Sistema de Tratamento de Esgoto-ETE da Estância Turística de Olímpia, que está sendo construído por meio de convênio firmado com o Governo do Estado, no valor de R$ 21 milhões, estaria com quase 60% de suas obras prontas. Inclusive, era para ter sido entregue no final de 2015, mas houve problemas com repasses do governo do Estado e a empresa paralisou os serviços.

A ETE estava sendo construída pela ETC-Empreendimentos, Tecnologia e Construção Ltda., e está localizada na antiga área da Cutrale, nas margens da Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425). A construção faz parte de convênio assinado entre o então prefeito Geninho (DEM) e o Governador Geraldo Alckmin no “Programa Água Limpa”, com investimento inicial de R$ 21 milhões. A sua concepção é suficiente para atender a uma população estimada de 61 mil habitantes.

O município já conta com uma ETE Compacta na chamada Bacia 2 de Olímpia, no Córrego dos Pretos, que atende 11 bairros na região do Jardim Santa Fé. Com a finalização da ETE na chamada Bacia 1, será possível tratar 100% do esgoto da cidade.

ETA SECA VIRARÁ POÇO PROFUNDO
Outro assunto discutido pelos engenheiros foi a nova Estação de Tratamento de Água-ETA. A intenção do prefeito é que seja substituída a captação do Rio Cachoeirinha pela perfuração de um poço profundo. Essa mudança representará uma economia nos cofres públicos, já que a captação pelo Rio Cachoeirinha teria um custo de R$ 20 milhões, e com o poço profundo, o valor cairá para R$ 12 milhões. De acordo com o Executivo, um projeto já está sendo elaborado por um especialista em poço profundo do DAEE. “Importante lembrar que a vazão a ser obtida não será alterada”, observa Cunha.

“Vamos ter que refazer um projeto, fazer um mais barato. O que foi investido, a parte de alvenaria, será transformada em um reservatório superficial. Então, não perde. Mas, a tubulação comprada tem que ser vendida. Infelizmente”, havia dito Cunha quando do anúncio do secretariado.

“Em Olímpia, 40% da água vem do Córrego Olhos D’Água. É um rio que está assoreado, na seca a água desaparece. Vamos aumentar e tornar mais constante a vazão que supre a ETA antiga, localizada na sede da Daemo Ambiental”, afirmou o prefeito.

Também foi discutida a questão da drenagem e avaliação do controle de enchente. Os técnicos percorreram desde a represa de contenção de enchentes do Jardim São José até a jusante do Thermas dos Laranjais.

Visando precaver de eventuais enchentes, a administração municipal, assistida pelo DAEE, tomará os devidos cuidados para manter a “represa do Recco” em condições plenas de proteger a cidade de possíveis transbordamentos.

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