Olímpia já tem 390 casos de dengue

Outras 284 suspeitas ainda estão aguardando resultados; mas criadouros diminuíram 90%, diz Vigilância

 

O último levantamento feito pelo Setor de Vigilância Epidemiológica de Olímpia, ontem à tarde, apontava que Olímpia já tem confirmados 390 casos de dengue, dos quais 330 são autóctones, ou seja, originados aqui mesmo na cidade, e 60 são “importados” de outras cidades da região. A Saúde ainda espera o resultado de outros 284 exames suspeitos. Hoje está prevista a chegada de mais uma remessa de diagnósticos.

Olímpia alcança, portanto, um estado altíssimo de epidemia, uma vez que há na cidade cerca de 150 casos por 100 mil habitantes, quando a escala de epidemia “normal” é 100 casos por 100 mil habitantes. Os jardins Morada Verde e Menina-Moça, bem como o Jardim Júlia e Santa Rita, além do Jardim Rodrigues e Toledo, estará sendo alvo, hoje, de nebulização, já que têm casos suspeitos ou confirmados.

A região de maior incidência da doença é o Setor 4, composto pelos bairros Santa Ifigênia, São Francisco, Cohab IV, Boa Esperança e, fora dele, a região central da cidade. Porém, José Roberto Fígaro, responsável pelo setor, diz que a incidência de criadouros nas casas caiu cerca de 90%. “Agora, com a falta de chuvas, o problema estão sendo os bebedouros de água de cachorros e os vasos de plantas. Quintais e terrenos baldios não têm tido mais criadouros”, diz Fígaro.

“Felizmente, até agora não tivemos nenhum caso de dengue hemorrágica ou dengue com complicações, em Olímpia. Só a dengue comum”, observa Fígaro. “Mas estamos tendo problemas com os cidadãos, que ainda relutam em deixar portas e janelas abertas durante a nebulização. E isso é ruim, porque o mosquito fica lá dentro. Aí temos que ficar voltando à mesma região a cada 15 dias, o que dificulta nossa ação”, lamenta o responsável.

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