Niquinha diz que há membro da Comissão do Fefol envolvido com estacionamento

Além disso, o vereador e presidente da Câmara diz que houve ‘facilitação’ em barracas, sem explicar o que quis dizer com isso; ele protocolou requerimentos com pedidos de informações

O Vereador e presidente da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores, Antonio Delomodarme, o Niquinha (Avante) fez sérias acusações durante a sessão ordinária de segunda-feira, 12, contra a organização do 55º Festival do Folclore de Olímpia, encerrado no domingo. Ele suspeita que pelo menos um membro desta Comissão foi sócio do estacionamento oficial da festa, o que é vedado, Niquinha relatou também que houve “facilitação” em algumas barracas, sem especificar do que se tratava. Gustavo Pimenta (PSDB), por sua vez, disse que espaço foi licitado a um particular e não a uma empresa. Pelo menos outros dois vereadores deram razão a eles.

As acusações do presidente se originaram de uma crítica feita à Comissão Organizadora, que este ano não programou nenhum grupo folclórico ou parafolclórico para se apresentarem no saguão do prédio da Câmara, como todo ano acontece. Por lá apareceu apenas o Parafusos, mas por conta de que na comitiva do grupo havia uma vereadora de Lagarto, Sergipe, que atendeu pedido dos vereadores.

“Todos os anos os grupos vinham aqui. Este ano, foram para os grandes hotéis fazer apresentações para turistas”, reclamou Niquinha. No entender do vereador, “o Folclore foi criado para o povo de Olímpia, não para turistas. Agora só pensam em alegrar os turistas”, enfatizou. “Falta de respeito com esta Casa, verdade seja dita. Espero que para o ano que vem mude, principalmente a Comissão Organizadora, que deixou a desejar”.

A partir daí, Niquinha começa com suas acusações. “Estou encaminhando pedido de informações por ofício porque tenho forte suspeita de que um membro da Comissão do Folclore conduziu (a licitação do estacionamento) com empresa de fachada, com um tal de ‘Putuca’, e também sobre a denúncia de que houve ‘facilitação’  em algumas barracas”. Além disso, o vereador joga suspeita sobre o fato de que três empresas disputaram a concessão do estacionamento, e a que deu preço menor foi a escolhida, e as outras duas desclassificadas. “Como foram feitas estas licitações?”, questiona.

De fato, o vereador protocolou na segunda-feira um Requerimento endereçado ao secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Selim Jamil Murad, solicitando informações sobre todos os dados relativos à Chamada Pública nº 03/2019, a que trata da concessão do estacionamento. E também outro Requerimento onde pede informações sobre as licitações das barracas –Chamada Pública nº 02/2019.

Sobre a questão do estacionamento, o Planeta News publicou em sua edição do dia 12 de julho passado, que três empresas se apresentaram para a disputa, mas duas foram desclassificadas e a vencedora foi a que ofereceu o menor valor para a exploração dos serviços. Esta modalidade de licitação prevê que o participante vencedor seja aquele que oferecer o maior valor pela oferta.

Ficaram classificados, em 1º lugar, a empresa WMB Serviços e Locações ME, com valor total de R$ 31 mil; em 2º lugar, a empresa Planergi Urbanização & Serviços Eireli-ME, com valor total de R$ 27.350 e, em 3º lugar, a empresa Sabrina Fernandes Alves – ME, com valor total de R$ 26.680. Sendo esta última a vencedora.

‘ERROS GRAVÍSSIMOS’
O vereador Flávio Augusto Olmos (DEM) informou ao presidente, na ocasião, que também tem requerimentos de informação protocolados, pedindo explicações também sobre as barracas e o estacionamento, a fim de apurar “erros gravíssimos cometidos”. Consta, segundo Olmos, que algumas barracas “foram terceirizadas, os barraqueiros estavam, reclamando”. O vereador também quer saber por que não foram em todas as pousadas que os grupos ficaram hospedados. “Elas foram escolhidas a dedo”, acusou. “Só ficaram nos grandes resorts, as ‘pousadinhas’ não receberam ninguém”, completou.

Para o vereador Salata (PP), “são questões que precisam se refletidas estas da venda dos espaços e do estacionamento”. Gustavo Pimenta (PSDB) quem levantou a  bandeira da concessão do estacionamento “para uma empresa individual e não para uma microempresa. Esta Casa irá tomar providências”, garantiu.

FATURAMENTO E BARRACAS
Nenhum número e valor foram divulgados até este momento com relação ao faturamento do estacionamento oficial. O vereador Niquinha arrisca terem feito uso do local entre cinco mil e seis mil veículos. No primeiro caso, então, o faturamento bruto teria sido de R$ 75 mil, e no segundo caso, de R$ 100 mil nos nove dias do evento. Niquinha quer saber também porque foram vendidas barracas pequenas a R$ 4,5 mil e a barraca grande a R$ 7 mil.

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