Município vai pagar R$ 3,222 milhões por prédios

Além disso, acordo feito com a Ceagesp prevê a doação em garantia do prédio da Daemo, no centro

 

 

O município irá tirar dos cofres públicos, a partir do mês que vem, R$ 3. 222.783,84 para pagar dois prédios antigos existentes na cidade, e  que pertencem à União. Os imóveis são do Ceagesp e do Ceasa. O primeiro, abriga as instalações da Italcabos e o segundo encontra-se vazio. A negociação envolve dinheiro vivo, em parcelas, a venda de uma área do município e a doação em garantia à credora, do prédio da Daemo Ambiental, na Praça Rui Barbosa.

 

Estas medidas todas foram adotadas pelo prefeito Geninho (DEM), visando principalmente por fim à “novela” Italcabos, empresa que vinha ameaçando deixar a cidade por que não tinha ainda a escritura definitiva do imóvel, o que estaria impedindo sua expansão. Ou se resolvia a questão, ou a empresa, com seus 200 empregos gerados diretamente, iria embora de Olímpia, segundo as informações que circularam na Câmara de Vereadores, segunda-feira à noite.

 

Diante desta possibilidade, seus diretores resolveram fazer um último apelo ao Executivo Municipal. E o temor de receber a chancela de prefeito “evacuador” de mão-de-obra e emprego, fez Geninho correr contra o tempo para encontrar uma solução.

 

Assim, com o diretor-presidente, Mário Maurici de Lima Morais, e com o diretor-administrativo e Financeiro, Jamil Yatim, o prefeito fez um contrato com a Ceagesp, pelo qual pagará pelo imóvel R$ 2.718.055,06, montante atualizado em 9 de fevereiro de 2012. Cinqüenta por cento deste valor - R$ 1.359.027,93, será pago em 60 parcelas (da primeira à terceira, e da quinta em diante até à 61ª) de R$ 29.653,49, conforme resultados apurados em 9 de fevereiro passado.

 

PRÉDIO DA DAEMO:

R$ 2,511 MILHÕES

O pagamento tem que ser feito todo dia 28 de cada mês, começando, provavelmente, no mês que vem. A quarta parcela terá o valor de R$ 1.359.027,93, a ser paga à vista. Este montante será composto com a venda de um terreno anexo ao da Italcabos, que pertence ao município, e um aporte da própria empresa, no valor de R$ 310.

 

Quanto ao terreno, o Executivo espera a autorização da Câmara para alienação de uma área de 22X44 nos fundos da Ceagesp, a qual será vendida, segundo o vice-líder do prefeito na Casa, vereador Beto Puttini (PTB), por R$ 1,050 milhão que, somado aos R$ 310 mil da empresa, quitarão os 50% do débito.

 

A Companhia pediu garantias de que a conta será mesmo paga. O prefeito, então, também sob autorização da Câmara (projetos de Lei 4.437 e 4.438, aprovados em 1º turno na sessão ordinária do dia 23), irá alienar e dar em garantia o prédio da Daemo Ambiental, na Praça Rui Barbosa, imóvel este avaliado em R$ 2.511.450, “sob condição resolutiva”, ou seja, será devolvido ao município quando o débito for todo sanado.

 

Uma vez feita a efetiva doação do prédio, a Ceagesp já ficará autorizada a outorgar à Italcabos a escritura definitiva. E a prefeitura se comprometeu a efetivar a doação, num prazo de 180 dias, podendo assim, também, ser lavrada a escritura definitiva do imóvel.

 

CEASA OU ‘FRIGORÍFICO’

Mas, não é só essa a dívida que o município tem com a Geagesp. Existe às margens da Avenida Governador Dr. Adhemar Pereira de Barros, um outro prédio, este pertencente ao Ceasa, onde já foi um entreposto de pescados e depois fábrica de gelo, e hoje encontra-se desocupado formalmente, que o ex-prefeito José Fernando Rizzatti (1989-1992/1997-2000) também havia comprado na mesma época, em 1997, por R$ 175 mil.

 

Como não pagou, hoje a prefeitura terá que arcar com R$ 504.728,78, em 48 parcelas mensais de R$ 13.127,28, valor atualizado em 9 de fevereiro, todo dia 28 de cada mês, começando já.

Isto quer dizer que, na verdade, o município pagará à Companhia, a cada dia 28, e pelo menos até um ano antes de terminar todo o débito, R$ 42.780,77. Depois ficarão somente mais 12 parcelas de R$ 29,6 mil. O Ceasa, no contrato chamado de “frigorífico”, só será integralmente do município, com a escritura definitiva passada, ao final dos pagamentos.

 

Nem o líder nem o vice-líder do prefeito na Câmara, respectivamente vereadores Salata (PP) e Beto Puttini, souberam explicar como fica agora a situação do prédio da Daemo, reformado e reestruturado ao longo do ano passado: Ele poderá ser usado pelo município, já que foi dado em garantia de dívida?

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