Município vai doar R$ 599 mil em terrenos para lagoa

São, no total, 17 terrenos no loteamento ‘Viva Olímpia’, quase todos com a mesma metragem, somando mais de 3,6 mil m2

Embora o projeto de Lei 4.906/2015, de autoria do Executivo, que dispõe sobre doação de bens imóveis de propriedade do município para a Daemo Ambiental tenha sido retirado da pauta de votações na sessão extraordinária de segunda-feira, dia 13, o Executivo Municipal deverá doar para a autarquia, assim que a Câmara aprovar, 17 terrenos, somando mais de 3,6 mil metros quadrados, com valor global de quase R$ 600 mil, a fim de que ela possa ampliar a lagoa compacta de tratamento de esgoto localizada no Jardim Santa Fé.

O PL foi retirado da pauta, onde constava pedido de urgência para discussão e votação de Redação Final, a pedido do líder do prefeito na Casa, vereador Leonardo Simões (SD), sob alegação de que precisava se estudar alguns detalhes do documento. Deve voltar à pauta na sessão do próximo dia 27, já que o recesso de julho acabou na Câmara de Vereadores olimpiense.

Os 17 terrenos, medindo a maioria 200 metros quadrados, somam 3.624,75m2, e foram avaliados, em sua maioria, em valor mínimo de R$ 34 mil- sendo o mais caro, R$ 45,5 mil. Todos juntos têm o preço de R$ 599.550. Os terrenos com 200 metros quadrados estão saindo por R$ 170 o metro quadrado, mas há casos de R$ 155 mil, R$ 160 mil, sendo que o mais caro deles tem avaliação, curiosamente, de R$ 164,83 o metro quadrado. Os lotes estão nas quadras 12, 15 e 28 do loteamento “Residencial Viva Olímpia”, na região conhecida antes como “Seringueira”, nos fundos do Jardim Menina-Moça.

De acordo com o projeto de Lei a doação destes terrenos formando esta área total é necessária para que a Daemo Ambiental possa duplicar a capacidade da Estação Compacta de Tratamento de Esgotos, passando de 20 litros por segundo atuais, para 40 litros por segundo.

A Estação Compacta de Tratamento de Esgoto-ETE, nos fundos do Jardim Santa Fé, obra necessária à época para atender ao Residencial “Village Morada Verde” e adjacências, foi inaugurada em 15 de junho de 2012. Foram investidos ali, segundo a Daemo Ambiental, R$ 3,5 milhões.

O tipo de tratamento do esgoto é por meio de reator anaeróbio e tratamento aeróbio, com 90% de eficiência na remoção de matéria orgânica, informa a Daemo Ambiental. Segundo a Superintendência, foram empregados ali mais de 253m³ de concreto e mais de 28 toneladas de aço na construção. A ETE, segundo estas informações, erra suficiente para favorecer cerca de 10 mil pessoas, número já ultrapassado hoje em muitos moradores daquela região – Jardim e Residencial Harmonia, bem como novos loteamentos na região fizeram mais que dobrar a demanda pelo serviço.

Os bairros que estavam sendo servidos quando de sua entrada em funcionamento eram Jardim Menina Moça I e II, Conjunto Habitacional “Antônio José Trindade” (Cohab I), Jardim Luiz Zucca (Cohab II), Conjunto Habitacional “Esperandio Cristófolo” (CDHU II), parte do Jardim Leonor, parte do Jardim Paulista, Jardim Campo Belo, Jardim Alvorada, Jardim Santa Fé e por último Jardim Morada Verde, antes dos novos conjuntos e loteamentos surgidos.

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