Montini nega demissões após UPA funcionar

Provedor diz não saber como Unidade funcionará e que prefeito ‘não tem ingerência’ para falar em demissões

 

O provedor da Santa Casa de Olímpia, Mário Montini, negou na entrevista de terça-feira que haverá demissões no quadro de funcionários quando a Unidade de Pronto Atendimento-UPA, ficar pronta. Ele desautorizou o prefeito Geninho (DEM), que meses atrás havia afirmado, em entrevista, que após a Unidade entrar em funcionamento, será necessário fazer demissões na Santa Casa.

 

“Quando a UPA ficar pronta, todo recurso do SUS vai para ela, e até 70% dos funcionários do hospital terão que ser mandados embora”, disse o prefeito a um jornal da cidade, em agosto passado. Isso significaria colocar cerca de 150 pessoas na rua, profissionais e trabalhadores de vários setores.

 

“O prefeito não entende nada de Santa Casa, o prefeito não tem ingerência ou opinião sobre a Santa Casa, não tem nada a ver com a Santa Casa. Ele não tem nem informações para isso (falar em demissões). Isso diz respeito a nós”, contestou Montini.

 

Quanto à UPA propriamente dita, diz não saber se haverá perda de recursos após ela entrar em funcionamento. “Não sei como funcionará a UPA. E também temos contrato com a prefeitura pelo serviço. Se realmente for desfeito (o contrato), alguma outra coisa ele (Executivo) vai ter que comprar da Santa Casa. Porque a pessoa chega lá e vai precisar de internação”, exemplificou.

 

“Estamos fazendo um levantamento de custos para ver como vamos cobrar. E vamos ter uma entrada de PS, mesmo com a UPA. Porque atendemos planos de saúde. E se o paciente chegar aqui antes de passar por lá (UPA), vamos atender, também”.

 

ATESTADO MÉDICO

A diretoria do hospital pretende, ainda, acabar com a “cultura” do atestado com o qual funcionários se mantêm afastados do trabalho. “Em setembro, a soma dos dias de atestados deu o equivalente a 104 dias de ausências aqui na Santa Casa em um mês”, contou Vivaldo Mendes. “Não são 104 funcionários, são funcionários que tiram dois, três dias. Sobrecarregam outro funcionário e não temos condições de admitir”, prosseguiu.

 

“E não queremos, também, demitir. Quando sair a UPA, vamos querer que os funcionários permaneçam com a gente”, arrematou Montini. “Até hoje (3ª feira), temos nove pessoas ausentes. Correspondem a 40 dias de trabalho, na soma”, continuou Mendes. “Estamos mudando a regra. Vamos ter médico para validar atestado médico do funcionário. Vão ter que se submeter. Vai gerar movimento contrário a nós. Mas vamos ter que agir desta forma, e já a partir de segunda-feira (17). Vamos seguir a lei, o médico nosso vai conferir aquele atestado. São regras estabelecidas na CLT”, completou Mendes.

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