Martinez desfaz boatos de que seria vice de Cunha

Médico, que já foi vice-prefeito e vereador, confirma que foi procurado pelo ex-deputado estadual olimpiense, mas declarou apoio a Puttini

O médico, ex-vice-prefeito (1997/2000) e ex-vereador por dois mandatos (1989/1992-1993/1996), Nilton Roberto Martinez, desfez em entrevista ao Planeta News, os boatos que circularam nos últimos dias, dando conta de que poderia ser candidato a vice numa chapa com o ex-deputado estadual olimpiense (1993/1996) Fernando Cunha (PSDB). Os fortes boatos davam conta de que a dobradinha teria sido firmada em um jantar, na casa de Martinez, regado a champanhe.

“Não houve jantar. Não houve este encontro”, rechaçou o médico. Ele revelou, no entanto, que no sábado passado, 23, foi procurado pessoalmente pelo ex-deputado, que o queria como seu vice, mas teria deixado claro a ele que não ia participar de campanha política. “Soube que andaram dizendo que eu seria o vice de Fernando Cunha, que tivemos um jantar, com champanhe, mas nada disso ocorreu”, descartou.

Cunha o teria procurado sob orientação do deputado Rodrigo Garcia, do DEM. Teria também conversado com Aloysio Nunes (PSDB). O senador apenas teria respondido que seu “homem de confiança” em Olímpia é o médico, e o teria deixado à vontade, sem interferir, já que por questões partidárias tem ligação em Olímpia com o vice-prefeito Gustavo Pimenta e com o ex-prefeito José Rizzatti.

Na outra vertente, é verdade que o médico hipotecou seu apoio ao pré-candidato a prefeito Humberto José Puttini (PTB), vereador licenciado, ocupando o cargo de secretário municipal de Turismo. “É verdade isso”, pontuou Martinez, quando questionado pela reportagem do Planeta News. “Quando o Fernando (Cunha) me procurou eu disse a ele que havia firmado compromisso com o Beto, e que se houvesse um acordo entre ambos, teriam meu apoio. Mas, se for ele e o Beto (candidatos em separado), meu voto é para o Beto”, explanou Martinez.

“Quando o Beto me procurou, eu lhe dei autorização para falar em meu nome. De forma que minha palavra está empenhada com ele”, enfatizou. Mas, Martinez faz questão de frisar que não será candidato a nada, nem vai subir em palanque, muito menos fazer campanha. “Eu apenas voto e apoio. Só se houver extrema necessidade de uma vez ou outra que participe de algum encontro”, ponderou. Este apoio, diz Martinez, é por conta da correção de Puttini na eleição de 2008, “quando sempre jogou aberto conosco”.

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