Marco Santos e Marcão Coca batem boca na Câmara

‘O senhor perdeu a eleição’, disse Coca; ‘Prejuízo para a população o senhor trouxe quando votou a favor do IPTU’, respondeu Santos

Os vereadores Marco Santos (PSC) e Marco Antonio Parolim de Carvalho, o Marcão Coca (PPS), bateram boca na última sessão ordinária da Câmara de Vereadores, dia 8 de junho. O motivo foi um projeto de Santos que Coca julgou ser semelhante a outro que ele tinha apresentado, há oito anos, e foi rejeitado na própria Câmara. Ao contestar a ideia de Santos este não gostou e partiu para o revide, usando termos duros e cobrando de Coca a votação a favor do IPTU.

Tratam-se de projetos sobre repasse de Bolsa Auxilio para a UEUO e outro que tratando da criação em Olímpia de um “Banco de Medicamentos”. Coca havia apresentado projeto semelhante, em que o cidadão poderia depositar em algum órgão municipal os medicamentos que não estivessem mais usando e que não estivessem vencidos. A Câmara aprovou, mas o prefeito vetou.

Coca questionou os projetos de Santos, dizendo que, em relação à UEUO, o presidente da entidade o havia informado de que “o dinheiro que eles estão recebendo não está dando nem para atender os estudantes universitários, que é a finalidade da UEUO, então eu sou contrário a esse projeto e sou contrario também ao projeto 4.884. Eu queria fazer uma pergunta: Eu entrei com um projeto desses há oito anos, e foi barrado, por que estaria gerando custos para a Secretaria da Saúde. Quem é que vai fazer o controle dos medicamentos, separar os medicamentos, ver se está vencido, se não está vencido?”, provocou.

“Há oito anos eu não estava aqui, e eu não me recordo desse projeto”, rebateu Marco Santos. “Eu estou perguntando do seu projeto”, enfatizou Coca. “Esse projeto não traz nenhum custo ao Poder Executivo, porque haverá o ‘Banco de Medicamentos’, o Poder Executivo vai disponibilizar um local que já existe, que já tenha funcionários, podendo ser até mesmo na Secretaria de Saúde, ou na Farmácia da Secretaria. Então, o local já existe, os funcionários já existem, e o Poder Executivo não terá necessidade de comprar nenhum medicamento”, explicou.

“Disso eu não tenho dúvidas, só quero saber quem irá fazer a separação”, insistiu Coca. “Já vai ter um local, no qual o prefeito irá definir a critério dele”, pontuou o autor. Marcão ataca de novo: “Vai voltar o projeto com a mesma resposta que eu tive no meu, senhores vereadores, porque vai gerar gasto para o município, vai ter que ter uma pessoa para separar, uma pessoa que tenha conhecimento, uma pessoa formada no assunto...”. Santos o interrompe: “Não, vereador, me desculpe, o senhor está equivocado”.

Coca não se dá por vencido: “O senhor é que está equivocado, quando o senhor entrou aqui, perdeu a eleição”, referindo-se ao fato de ter entrado em função da cassação de Jesus Ferezin. E Santos revida: “O senhor que está completamente equivocado, porque o que gera gasto à população olimpiense é votar nos projetos que o senhor votou, as multas em dobro às pessoas que têm terrenos na cidade, isso sim é trazer gasto a população. Prejuízo para a população o senhor trouxe quando votou a favor do aumento do IPTU”, disparou.

“O senhor está revoltado por questões pessoais, querendo retaliar o projeto, não quer votar, tudo bem, eu respeito sua opinião”, concluiu. “Esse projeto traz custo para o município, vocês vão ver lá na frente. E por isso eu voto contra”, concluiu também Coca.

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