Licitação de barracas para o Fefol rendeu quase R$ 70 mil

Quase a totalidade dos participantes são de outras cidades; relação de compradores de áreas divulgada na segunda-feira passada faz demonstrativos de nomes e valores

A comercialização de terrenos e barracas no Recinto do Folclore, para a realização da 55ª edição do Festival, de 3 a 11 de agosto, que causou profunda estranheza em comerciantes locais e até em alguns de outras localidades, rendeu pouco menos de R$ 70 mil, valor que o Planeta News havia antecipado na edição passada, com base na reclamação de um barraqueiro que se sentiu preterido.

O formato da Chamada Pública efetivada pela Coordenadoria dos Festivais, além de não dar a devida publicidade ao feito, conforme reclamaram interessados em áreas no Recinto, ainda por cima determinou que o pagamento por estas áreas fosse feito com quatro meses de antecedência, quando no ano passado foi com um mês e em tempos passados este pagamento era feito no decorrer da festa.

Na segunda-feira, 1º, foi publicada a Adjudicação da Chamada Pública nº 1/2019, e publicados os nomes daqueles comerciantes que obterão a autorização onerosa de uso de espaço público, com o objetivo de exploração comercial durante o Fefol no Recinto. O resultado total desta venda, até o momento rendeu à Comissão Organizadora, R$ 69.992,95, conforme somatória dos valores expressos na publicação.

Os valores mais altos contratados foram para os locais 3 e 19, com 32 metros quadrados cada, mas com o lote 19 custando R$ 168 a Maria L.O. Costa, totalizando R$ 5.476, e com o lote 3 custando R$ 161,50 a Mara S. Francisco, totalizando R$ 5.268. Já os lotes mais baratos são no local 13, com 11,42 metros quadrados, a R$ 71 o metro, que custou a Carlos R. T. Filho, R$ 910,82, e o local 17, com 8,37 metros quadrados, a R$ 99 o metro, custando a Antonio F. Costa, no total, R$ 928,63.

Demais valores são pouco superiores a R$ 4 mil, R$ 3 mil, R$ 2 mil e R$ 1 mil, variando conforme a localização, no caso, mais valorizada que a metragem do terreno ou barraca. Foram vendidos 25 lotes e barracas no total. Nem todos os espaços, no entanto, foram comercializados nesta primeira etapa.

“Esta licitação foi feita de uma hora para outra”, reclamou um comerciante que procurou a reportagem do Planeta News na semana passada. “Não deram a devida divulgação em Olímpia”, reforçou. Como este, vários outros barraqueiros também se queixaram ao jornal. “Parece mentira, mas nós, de Olímpia, ficamos sabendo do edital por barraqueiros de fora, que nos questionavam porque não estávamos participando”, contou outro interessado.

Um dos reclamantes até arriscou dizer o quanto seria faturado com a venda dos espaços. “Imagino que eles devem ter faturado até agora pelo menos uns R$ 60 mil a R$ 70 mil. Vão fazer o quê com este dinheiro?”, perguntou. Este ano, segundo apontaram, a barraca maior, ao lado do Pavilhão, não constava da relação do edital. Ano passado ela foi oferecida a R$ 25 mil. Acabou saindo por R$ 4 mil, para não ficar fechada. Ali foi instalado o Ponto do Espeto.

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