Licitação de barracas para o Fefol causa estranheza a comerciantes

Quase a totalidade dos participantes são de outras cidades; enquanto isso, Cunha encaminhou à Câmara, para aprovação, abertura de créditos suplementares de R$ 684 mil para o Festival

Causou profunda estranheza em comerciantes locais e até em alguns de outras localidades que regularmente alugam área no Recinto do Folclore durante a realização dos festivais de Folclore, o formato da Chamada Pública efetivada pela Coordenadoria dos Festivais, que além de não dar a devida publicidade ao feito, conforme reclamam, ainda por cima determinou que o pagamento pelas áreas fosse feito com quatro meses de antecedência, quando no ano passado foi com um mês e em tempos passados este pagamento era feito no decorrer da festa. O Fefol, em sua 55ª edição, será realizado este ano de 3 a 11 de agosto.

O Edital de Chamada Pública nº 1/2019 foi aberto às 9h30 do dia 26 passado e encerrado às 10 horas da manhã daquele mesmo dia. “Esta licitação foi feita de uma hora para outra”, reclamou um comerciante. “Não deram a devida divulgação em Olímpia”, reforçou. Como este, vários outros barraqueiros também se queixaram ao Planeta News. “Parece mentira, mas nós, de Olímpia, ficamos sabendo do edital por barraqueiros de fora, que nos questionavam porque não estávamos participando”, contou outro interessado.

Segundo o Planeta apurou, há sim, barraqueiros locais, mas não em número igual ao de anos atrás. E há também barraqueiros tradicionais de fora que não ficaram sabendo e não compraram suas áreas, alguns até com locais já tradicionais no Festival. “Eu alugo terreno lá desde o prefeito Carneiro (2001-2004/2005-2008) e sempre pagava durante a festa. No (governo) Geninho também. Agora querem receber quatro meses antes, por quê?”, perguntou um terceiro barraqueiro que preferiu o anonimato, para evitar represálias.

“Imagino que eles devem ter faturado até agora pelo menos uns R$ 60 mil a R$ 70 mil. Vão fazer o quê com este dinheiro?”, perguntam. Segundo consta, o prefeito teria convocado uma reunião com os barraqueiros, tanto os que conseguirem sua área quando os que não conseguiram, na quarta—feira, porque nem todas foram vendidas. Este ano, segundo apontaram, a barraca maior, ao lado do Pavilhão, não constava da relação do edital. Ano passado ela foi oferecida a R$ 25 mil. Acabou saindo por R$ 4 mil, para não ficar fechada.

CRÉDITOS SUPLEMENTARES
Foi protocolado à última hora e aprovado em Regime de Urgência na sessão ordinária de segunda-feira passada, o projeto de Lei 5.463, já transformado na Lei 4.443, de 27 de março de 2019, dispondo sobre abertura de créditos suplementares no valor de R$ 684 mil, que segundo  a justificativa do Executivo Municipal, o valor seria destinado à realização do Festival do Folclore “e todas as suas contratações”, porque a Associação Olimpiense de Defesa do Folclore Brasileiro-AODFB, a quem a verba estava destinada “encontra-se impossibilitada de receber os referidos repasses”.

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