Governo confirma que poço de quase R$ 4 milhões jorrará metade da vazão pretendida

Poço perfurado nas dependências da Daemo Ambiental foi projeto para produzir 350 m3 de água “pura e potável” do Aquífero Guarani, mas erros técnicos frustraram a expectativa

O governo municipal, por meio da Daemo Ambiental confirmou em nota encaminhada à imprensa que o poço perfurado no terreno do prédio da Superintendência de Água e Esgoto, de fato irá jorrar um pouco menos da metade da água prevista no projeto original. Esta semana foi anunciado que dele sairão 160 mil litros de água. O equipamento, orçado em R$ 3 milhões, mesmo com esta deficiência em relação ao projeto já está custando perto de R$ 4 milhões.

O poço, que irá retirar água diretamente do Aquífero Guarani, tem profundidade de 1.086 metros, uma vazão total de 160 metros cúbicos por hora e está funcionando parcialmente, com 40% de sua capacidade total, após um ano e oito meses desde que foi dado início às obras de perfuração.

Agora, para funcionar 100%, estão em fase de licitação a construção da base, reservatório para torre de resfriamento, base para reservatório, interligações hidráulicas, estação elevatória de água e um novo reservatório com capacidade de armazenamento de 1,5 milhão de litros. Os gastos com a “finalização” do poço já estão próximos dos R$ 500 mil.

Segundo o município, o poço profundo da ETA-sede abastecerá o jardins Toledo, Centenário, Cohab III, parte do Vila Nova, Garcez, Vila Santa Terezinha, Vila Mouco, São José, Vila Raia, Vila Maria, Santa Júlia, Vila de Marco, Santa Rita, Vila Borges, Silva Melo, Nova Elisa, Vila Santa Genoveva, Vila Gameiro, Vila Rizzati, Vila Gonçalves e Centro.

OUTRO POÇO COM ATRASO
Outro poço profundo foi perfurado também com atraso, ainda maior, próximo ao Rio Cachoeirinha. O poço tem profundidade de 1.100 metros, produz 330 metros cúbicos de água por hora, cujo abastecimento de água também vem do Aquífero Guarani. Agora, estão em obras a conclusão da ETA, rede adutora e de distribuição, Estação Elevatória e novos reservatórios.

A vazão deste poço foi confirmada, e o prefeito Fernando Cunha (Sem partido) fez uso publicitário dele, em contrapartida ao silêncio em relação ao poço da Daemo, cujo resultado não correspondeu ao esperado. Atualmente, cerca de 35% da cidade é abastecida pela ETA Olhos D’Água, ou seja, pelo sistema superficial. O restante da cidade é abastecido por 69 pequenos poços do Aquífero Bauru, com produção média de 451 mil metros cúbicos/mês.

Nesta segunda fase, será implantada uma nova rede de distribuição, que irá iniciar atrás da APAE (região da Cecap) e seguirá até as Cohabs I e II, abastecendo todos os reservatórios e substituindo os poços existentes. Outra linha segue pela Avenida Mário Vieira Marcondes e conecta com as águas do Centro até a Rua São João. Também serão instalados dois reservatórios na ETA, com capacidade de armazenamento de seis milhões de litros, sendo um de 4,5 milhões e outro de 1,5 milhão.

A empresa responsável pelas obras é a Rodoserv Engenharia Ltda, que já está com as equipes nos canteiros de obras, sendo duas equipes trabalhando na implantação da adutora, com escavação e assentamento da tubulação. Já outra equipe está trabalhando na estação elevatória e construção da base da torre de resfriamento.

Para a conclusão de todas as fases do projeto, serão investidos quase R$ 17 milhões, sendo R$ 13,5 milhões de recursos viabilizados pelo Ministério das Cidades, ainda na gestão passada, de Geninho Zuliani (DEM), hoje deputado federal, e mais R$ 3,5 milhões de contrapartida da Prefeitura.

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