Funcionalismo diz ‘não’ aos 4%, propõe 5% e marca nova assembleia

Projeto de Cunha não deverá integrar novamente a pauta da sessão de segunda-feira da Câmara; de novo uma minoria do ‘sim’ compareceu, fazendo valer a decisão da maioria

Presidente do sindicato em reunião com vereadores

Embora se saiba que o Executivo Municipal tentou animar parte do funcionalismo municipal favorável ao aumento de 4% mais 10% para o vale-alimentação oferecido, uma minoria ínfima foi dizer “sim” na assembleia extraordinária realizada na noite de quarta-feira passada, 24 de abril, na Casa de Cultura. No total, 76 funcionários públicos municipais estavam presentes, dos quais apenas sete disseram “sim” ao reajuste, e os restantes 69 optaram por não aceitar e enviar uma nova proposta, de 5% de reajuste e R$ 250 para o vale alimentação, ou seja, 25% de reajuste.

Além disso, foi marcada uma nova assembleia, desta vez para o dia 8 de maio, ou seja, transcorrerão duas sessões ordinárias da Câmara, dias 29 de abril e 6 de maio, sem que o projeto do Executivo vá a votação. Se o resultado for pela aprovação do índice, provavelmente na sessão do dia 13 de maio, ou no mais tardar 23, a situação já esteja resolvida. Se a opção for pelo “não”, então provavelmente o reajuste deste ano para os funcionários municipais poderá ter que ser decidido na Justiça. A menos que o prefeito Fernando Cunha (Sem partido) ceda.

Como se recorda, o Projeto de Lei nº 5.467, avulso nº 34/2019, de autoria do Executivo, referente ao reajuste de vencimentos e salários dos servidores, teve votos favoráveis dos vereadores João Magalhães (MDB), líder do prefeito na Casa; Fernando Roberto da Silva, o Fernandinho (PSD); José Elias de Moraes, o Zé das Pedras (PR) e Marco Antônio Parolim de Carvalho, o Marcão Coca (PPS). Contrários à proposta votaram Hélio Lisse Júnior (PSD), Flávio Olmos (DEM), Luiz Gustavo Pimenta (PSDB); Luiz Antônio Ribeiro, o Luiz do Ovo (DEM) e Luiz Antônio Moreira Salata (PP).

Na mesma sessão, o placar se repetiu quanto ao acréscimo de 10% no valor do vale-alimentação, que passaria dos atuais R$ 200 para R$ 220.

“Ao menos quatro reuniões foram realizadas entre os departamentos da Prefeitura e o Sindicato para firmar um acordo. A princípio, o município previa, considerando o orçamento para 2019, um reajuste de 3% nos vencimentos. Já a primeira proposta enviada pelo Sindicato era de aumento real de 7% e reajuste do auxílio alimentação de R$ 200 para R$ 300. Após novas discussões e com esforços da gestão, o Executivo chegou à proposta final de 4% de aumento salarial, repondo e superando a inflação, além de 10% de reajuste no auxílio alimentação, passando para R$ 220 por mês”, observou nota do Executivo.

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