Fio em curto na ambulância com paciente dentro

Bombeiros intervieram a tempo na ocorrência para evitar que a situação se agravasse

 

Na segunda feira, 12, uma ambulância que presta auxílio à Unidade de Pronto Atendimento-UPA e faz o encaminhamento de pacientes que necessitam de atendimento hospitalar, teve um fio do rádiocomunicador queimado, provocando certa quantidade de fumaça e o cheiro característico, na Rua Marechal Deodoro, a poucos metros da Avenida Aurora Forti Neves, quando iniciava a subida em calçamento de paralelepípedo.

A ambulância sinistrada transportava paciente com indicação de internação. Segundo uma fonte que preferiu não se identificar, a viatura apresenta “gambiarras” que colocam em risco a segurança de funcionários e pacientes, pois a maca, de acordo com a testemunha, é amarrada com borracha de câmara de ar.

Esta fonte diz, ainda, que a porta de trás, por onde entram e saem os socorridos, está amarrada com arame, além de apresentar vazamento de óleo constante. A informação sobre o fato inusitado e sinistro não indicou como o paciente transportado se livrou da situação. Tudo indica que saiu ileso.

 

FROTA DETERIORADA

A fonte informou, com detalhes, que todas as ambulâncias estão deterioradas e colocam em risco os pacientes transportados, bem como os funcionários das equipes de socorro. Sem explicar bem como a situação chegou a este nível de deterioração, o informante diz que toda a frota de ambulâncias apresenta consertos improvisados, conhecidos como “gambiarras”.

Além da falta de peças de reposição, segundo a fonte, portas são amarradas com arame ou pedaços de fio, as macas não são fixadas com segurança e as equipes reclamam do abandono e da falta de providências.

Também na segunda feira, 12, confirmando o que a fonte contou, outra ambulância que transportava vários pacientes de Ribeirão Preto para Olímpia, retornando de consultas especializadas, teve pane elétrica no trevo de Monte Azul Paulista e deixou em desespero os enfermos que regressavam na viatura. Não há noticia de como o problema foi resolvido.

Para as equipes de socorro, é inexplicável o fato de as ambulâncias circularem pela cidade e por estradas livremente, pois no estado em que se encontram não passam por qualquer inspeção por mais rudimentar que seja.

A situação se torna ainda mais grave quando se sabe que pacientes de Olímpia, em razão da falta de determinadas especialidades, são conduzidos a Barretos, Rio Preto, Ribeirão Preto e até São Paulo, diariamente ou semanalmente, nos percursos mais longos.

Os funcionários da UPA se recusam a comentar o assunto temendo represálias, mas testemunhas confirmam que o caos está instalado na frota de ambulâncias. Nenhuma funciona direito e em total segurança.

 

DIRETOR PEDE MAIS

O 1º secretário da Assembleia Legislativa, deputado Enio Tatto (PT), encaminhou solicitação ao governo do Estado para que adquira duas ambulâncias equipadas para o município de Olímpia. Ele fez o pedido em nome de João Paulo Polisello, diretor-geral do Escritório de Captação de Recursos da prefeitura de Olímpia. “O município de Olímpia é considerado um dos polos turísticos mais importantes do Estado de São Paulo. Está localizado no Aquífero Guarani, em uma região privilegiada no noroeste paulista e distante 430 quilômetros da capital. As ambulâncias servirão para atender tanto os próprios moradores quanto os turistas que porventura precisarem”, justificou Enio

Tatto.

Outro fato que justifica a necessidade de ambulâncias, conforme o 1º secretário, é que elas são fundamentais para o transporte de enfermos que vivem na zona rural”, segundo Enio Tatto.

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