Falta de contextualização na divulgação de empregos provoca reação nas redes sociais

Ao afirmar que ‘Olímpia é a cidade que mais gera emprego da região pela terceira vez no ano’, governo municipal provoca a ira de internautas que estão ou têm parentes desempregados

Talvez se aprimorasse no contexto da informação, o governo municipal poderia obter um acolhimento melhor na divulgação dos resultados relativos à empregabilidade na Estância Turística de Olímpia. Porém, ao dizer que “A Estância Turística de Olímpia foi a cidade que registrou mais contratações do que demissões no mês de julho de 2019 em toda a região de São José do Rio Preto”, a administração deixou uma enorme lacuna por onde entraram as muitas críticas à afirmação, vindas de quem está ou tem parentes desempregados.

Piora mais ainda quando a nota oficial reforça que “diferente da maioria dos municípios brasileiros que tiveram saldo negativo, a cidade encerrou o último levantamento com a criação de 173 novas vagas e ficou entre os 35 municípios do Estado que mais geraram novas oportunidades de trabalho”.

São dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged, divulgados na sexta-feira da semana passada, 23, pelo Ministério da Economia. E é neste tópico que a realidade vem à tona: segundo o levantamento, “Olímpia realizou 536 admissões, porém 363 desligamentos”. O governo municipal prefere comemorar o que restou de tantas demissões do que analisar porque se dispensa tantos funcionários em apenas um mês.

Sabe-se, como aponta as análises do Caged, que o setor de serviço foi o que mais contratou, com destaque para a área de alimentação e hospedagem em cargos como camareira, garçom, auxiliar de serviços de alimentação, atendente de lanchonete e recepcionista, além de assistente administrativo.

Mas, a pergunta que os internautas faziam na postagem oficial na página do Facebook da Prefeitura era basicamente “até quando esta situação permanecerá?”, ou seja, quando a cidade passará a ter empregos perenes no nível que dê para alcançar a demanda?

Mais crítico ainda neste aspecto é quando se anuncia que nos sete primeiros meses do ano o município “também apresentou índices positivos” com a criação de aproximadamente 681 novas vagas, mas que para isso contratou formalmente 3.622 pessoas, e demitiu 2.941.

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