Ensino médio foi mal na prova do IDESP

Na mesma prova o ensino fundamental, mantido pelo município, surpreendeu positivamente

Nos últimos dias circularam rumores insistentes de que as notas do ensino médio das escolas supervisionadas pela Diretoria de Ensino de Barretos, à qual Olímpia está ligada, foram muito mal na prova do IDESP 2015. As primeiras informações davam conta de que as notas obtidas teriam sido as penúltimas do Estado. À procura de informações concretas, verificamos que o setor vive outras questões geralmente desconhecidas da população e, até, dos próprios pais. Da mesma forma, algumas outras mudanças estruturais teriam alterado o “status” de escolas tradicionalmente muito conceituadas.

De posse dos resultados do IDESP 2015 foi possível verificar o fraco desempenho do ensino médio da Diretoria de Barretos, confirmando os rumores insistentes sobre o assunto.

Sem generalizar, vamos analisar a situação das escolas de Olímpia com todas as nuances conhecidas, as exceções observadas e as justificativas para desempenhos diferenciados.

A Escola Alzira Tonelli Zacarelli obteve nota 2,09 que, não obstante, superou a média da prova anterior; a tradicionalíssima Escola Anita Costa não foi além de 1,55 de média, ficando entre as notas mais baixas da região. Bem acima foi a nota obtida pela Escola Dalva Vieira Itavo, atingindo média 3,52. Com nota 1,75 o ensino médio da Escola Dr. Eloy Lopes Ferraz (Baguaçu) também teve média inferior à prova anterior. Já a Escola Comendador Francisco Bernardes Ferreira, de Ribeiro dos Santos, mesmo com média 2,22 ficou em patamar acima da prova anterior. Com nota 2,1 a Escola Maria Ubaldina apresentou desempenho inferior ao da outra avaliação. A Escola Wilquem Neves também não repetiu a performance anterior e ficou com média 1,89 abaixo do esperado.

Com o desempenho descrito, a exceção da Escola Dalva Vieira Itavo, é provável que esta classificação no Estado tenho sido decepcionante.

Ensino fundamental

O oposto ocorreu com o ensino fundamental, mantido pelo município, mesmo nas escolas cujo ensino médio foi mal avaliado. A Escola Capitão Narciso Bertolino, dedicada ao Ensino Fundamental, obteve a maior nota regional com 5,71 seguida pela Escola Dalva Vieira Itavo com 4,63 de média, Alzira Tonelli Zacarelli que obteve nota 4,42 na avaliação, Comendador Francisco Bernardes (Ribeiro) com 4,41 seguida da Escola Eloy Lopes Ferraz com média 4,27 e Wilquem Neves que obteve nota 4,11. A Escola Anita Costa, apesar de obter média 3,67 ficou abaixo da nota do IDESP anterior.

Questões observadas

Para algumas pessoas ligadas ao setor, a avaliação do IDESP merece considerações mais aprofundadas que levam a constatações lógicas.

Fica muito evidenciado que as escolas melhor avaliadas passaram por profundas mudanças estruturais.

Por iniciativa da Secretaria Estadual de Educação, as Escolas Capitão Narciso Bertolino e Dalva Vieira Itavo foram incluídas no projeto de escolas especiais, em horário integral, clientela homogenia e remuneração diferenciada em  cerca de 75%.

Por razões distintas, não reveladas, as escolas Alzira Tonelli Zacarelli, Eloy Lopes Ferraz e Comendador Francisco Bernardes Ferreira, entre as melhor avaliadas no ensino fundamental, adotam o sistema de horário integral, mesmo sem os benefícios atribuídos ao Capitão e ao Dalva.

Chamou a atenção o caso da Escola Anita Costa. Para os mesmos avaliadores, o tradicional estabelecimento de ensino sofreu as consequências das mudanças que estão sendo implementadas.

Tão logo foi adotado o sistema de escolas experimentais, parte da clientela do Anita Costa foi requisitada por estabelecimento escolhido para a nova fase. Depois, com a chegada da ETEC, cujo ensino médio é muito disputado, o Anita Costa sofreu mais um revés.

Lidando com uma clientela totalmente diferenciada daquela que habitualmente frequentava o tradicional estabelecimento, apesar dos esforços dos profissionais que ali atuam, vem sendo observado o gradual declínio da qualidade do ensino que sempre se destacou por aqui.

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