Empresa abandona e Prodem retoma obra na rodoviária

Segundo secretário, a CA-2 queria quase R$ 300 mil de aditamento, o que a prefeitura não aceitou

A empresa pública olimpiense Progresso e Desenvolvimento Municipal-Prodem deverá retomar as obras de readequação do prédio e instalação de cobertura do pátio de estacionamento de ônibus da Estação Rodoviária “Paschoal Lamana”. Tais obras foram abandonadas pela empresa CA-2, vencedora da licitação, que estava exigindo quase R$ 300 mil de aditamento no contrato para concluí-la. Houve algumas mudanças no projeto original, mas o secretário de Obras do município, Renê Galetti, acha o valor muito alto. “Até uns R$ 100 mil aceitaríamos”, disse.

As obras na rodoviária estão bastante atrasadas – foram licitadas em 2010, segundo Galetti. E a empresa que as começou parou o trabalho já faz um mês e meio. Galetti diz que há alguns meses a prefeitura vinha reclamando do ritmo dos trabalhos. “Estávamos intimando, mandando ofício, por meio da Secretaria de Obras e Setor Jurídico. E um dia vimos que a empresa estava retirando as ferramentas sem aviso. Tomamos providências, fotografamos o pessoal, fizemos boletim, e estamos no processo de rescisão contratual”, contou Galetti.

E a “fuga” se deu por falta de acordo com o Executivo. “Eles estão solicitando aditivo contratual, mas, a prefeitura entende que não é o caso. Estão querendo aditivo contratual de R$ 297 mil, e achamos que não é devido”, continuou.

Galetti admite que foram feitas alterações no projeto original. “Alguns ítens tivemos que modificar no projeto. O Vivaldo Mendes (Vieira, ex-diretor da Prodem) tinha um projeto para a recepção. O Amaury (Hernandes, atual diretor) mudou, o local terá uma plataforma para deficientes, entre outros detalhes. A prefeitura até entende que alguns ítens devem ser aditados, mas R$ 297 mil não é válido. Talvez uns R$ 100 mil se consegue cobrir e este valor nós aceitamos”, disse o secretário.

“Já tivemos reunião com o Amaury, e esta obra será passada para a Prodem. Vamos fazer o balanço do que já foi pago, porque não existe nenhum item que foi pago que não está executado. Guardamos o material que é de propriedade da prefeitura. E Esperamos que a Prodem assuma a obra”, completou.

Galetti acredita que num prazo de 30 a 45 dias a rodoviária já estará em obras de novo. Ele garante que a Prodem tem a capacitação técnica necessária e mão-de-obra suficiente para tanto, além do que, agora, possui em seus quadros engenheiros e arquitetos, “que podem responder pelos serviços”.

 A Prodem, segundo o secretário, agora “é uma empreiteira da prefeitura”. E a vantagem disso é que “o dinheiro (das obras contratadas com ela) voltará para o município, porque é uma empresa pública do município”. Mas, não terá tratamento privilegiado, diz Galetti. “Se ela não tiver preço mais barato não leva outras obra, porque nós vamos fazer licitações”.

A obra trata-se de um convênio estadual com o DER, “que estava perdido”, e foi resgatado pelo então vereador, hoje licenciado e ocupando a Pasta de Agricultura, Dirceu Bertoco, de aproximadamente R$ 750 mil. “Já pagamos mais ou menos R$ 250 mil a R$ 280 mil para a construtora. Existe medição em aberto, seguramos por causa do ritmo das obras. Se a empresa voltar, temos que acertar”, complementa.

O prazo final de conclusão é para a metade do ano que vem. “Mas, esperamos que em dezembro fique pronta. É obra grande, mas o volume de serviços é pequeno. Custa isso (cerca de R$ 750 mil) porque são itens caros usados na obra”, explica Galetti.

 

BANCOS ‘SUMIDOS’
Perguntado sobre os bancos retirados das laterais da rodoviária, que serviam para populares esperar ônibus circular, de um lado, e do outro para os taxistas e populares sentarem, Galetti disse que pode “tentar fazer um trabalho para colocá-los de volta. Para tanto, pretende usar mão-de-obra e pessoal da própria prefeitura. “Ali vai ser colocado granito, por isso tirou-se os bancos.  Mas, podemos coloca-los improvisados”. Galetti disse ainda que o ideal seria a empresa voltar, para a obra reiniciar “a qualquer momento”.  Porque “se for a Prodem a retomar a obra, teremos cerca de 30 dias para contratá-la, por causa da burocracia”, finalizou.

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