Eleições foram tranquilas na opinião da juíza eleitoral

‘Santinhos’ jogados na porta das escolas foi ponto negativo neste pleito, na avaliação de Marina de Almeida Gama Matioli
 

A juíza da 80ª Zona Eleitoral da comarca de Olímpia, Marina de Almeida Gama Matioli, disse logo após encerrado o pleito em Olímpia no domingo passado, que a votação na comarca, que engloba Embaúba, Cajobí, Severínia, Guaraci e Altair, “foi tranquila” com o registro apenas de três ocorrências por boca de urna, mas em Cajobí. O ponto negativo, avaliou, foram os “santinhos” atirados nas portas dos locais de votação, que chegou a derrubar eleitoras.

 

As urnas começaram a chegar no Cartório Eleitoral por volta de 17h15 de domingo, e os trabalhos de apuração foram finalizados por volta de 20 horas, quando todos os resultados já apareciam no site do Tribunal Superior Eleitoral-TSE. Desta vez não houve movimento no Cartório, porque não foi montada a estrutura das eleições passada, com telão na calçada. O resultado foi enviado direto para o sistema do TSE.

 

"Essa eleição realmente foi muito tranquila na maior parte das cidades. Aqui em Olímpia a votação transcorreu na maior tranquilidade, não tivemos incidentes, nas cidades em volta também não. O único local onde a gente teve três apreensões por boca de urna foi em Cajobi. Mas do resto ocorreu sem incidentes, o eleitor pode comparecer à urna, dar seu voto tranquilamente. Eu faço um balanço muito positivo dessa eleição", informou a juíza Marina Matioli.

 

A juíza contou que apenas três urnas eletrônicas apresentaram problemas, que foram corrigidos já de manhã, “mas não foi preciso trocar nenhuma urna na Comarca".

 

Sobre os “santinhos” jogados nas portas das escolas, Marina de Almeida entende que foi o ponto negativo que ocorreu nas eleições. "Infelizmente isso é um hábito péssimo. As pessoas realmente não pensam nas consequências das coisas que fazem”, criticou. Sabedora de que os “santinhos” são atirados para “orientar” os eleitores menos avisados, Marina observou que “esse voto de última hora é uma realidade, mas, primeiro, o eleitor tem o direito de ir votar sem pressão e, depois, sem o risco que isso gera”.

 

A juíza diz ter presenciado pessoas idosas com bengala tentando andar sem escorregar e crianças pequenas escorregando. “Imagino que ninguém tenha se machucado. Mas é perigoso, é crime ambiental, além de ser crime eleitoral. Isso pode entupir bocas de lobo, isso pode gerar inúmeros transtornos. Infelizmente as pessoas continuam adotando esse tipo de conduta”, lamentou.

 

A prefeitura teve que intervir na situação, enviando caminhões-pipa aos locais de votação para lavar as entradas, afastando ou ajuntando os “santinhos”. E foi em atendimento a uma convocação da própria juíza. “Alguns fiscais e o pessoal da Justiça Eleitoral mesmo pegaram vassouras, tentaram retirar, mas o vento jogava tudo de volta. Entramos em contato com a prefeitura e foi possível fazer a limpeza”, explicou.

 

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