Dívida está 19,7% menor, segundo Mendes

Índice representa montante de R$ 437 mil a menos em relação aos valores de agosto

 

 

A dívida fixa da Santa Casa de Misericórdia de Olímpia está 19,7% menor hoje em relação aos valores passados em agosto, segundo garante o vice-provedor Vivaldo Mendes Vieira. Mas, ela ainda é bastante alta: R$ 2,217 milhões, contra os R$ 2,654 milhões de quase três meses atrás. Um dos fatores que pode ter contribuído para esta ligeira queda é o valor dos empréstimos contraídos pelo hospital, que caiu 4,7% - de R$ 1,032 milhão para R$ 986 mil.

 

“Negociamos dívidas com fornecedores, no total de R$ 347 mil. Conversamos com um a um, para pagarmos prestações em torno de R$ 1 mil. Passamos a comprar à vista. O benefício chega a até 40%. Compramos com preço bem mais acessível”, contou Mendes. “Para os médicos devíamos R$ 443 mil, relativos aos três meses que não receberam. A partir de maio, começamos a pagar em dia, e a dívida pendente (R$ 443 mil) começaremos a pagar a partir de janeiro.”

 

Sobre a dívida com funcionários, disse Mendes que “houve acordo trabalhista, tem R$ 376 mil pendentes, que estão sendo pagos conforme o acordado, corrigido. (Os funcionários) Não estão perdendo nada”, garantiu. O pagamento é feito “por sorteio”. “Estamos negociando o dissídio”, completou. Quanto a despesas com pessoal, até agora, segundo Mendes, foram gastos R$ 2,4 milhões, uma média de R$ 276 mil por mês.

 

Os honorários médicos estão na casa de R$ 1,4 milhão até este ano, média de R$ 155 mil por mês, “mas em setembro pagamos R$ 262 mil, porque estamos pagando em dia”. Com medicamentos o hospital tem gasto R$ 328 mil, acumulados até setembro. Só no mês de setembro foram R$ 21 mil. “Não estão computados material cirúrgico, ortopedia, etc”, observa Mendes.

 

“Só de material cirúrgico foram R$ 26 mil em setembro, ou R$ 176 mil acumulados. Medicamentos e material cirúrgico, até agora, já bateram nos R$ 500 mil. Vai chegar a R$ 670 mil”, estima o vice-provedor. A Santa Casa tem dívida de R$ 986 mil com empréstimos, além de R$ 453 mil com fornecedores. O valor das trabalhistas, chega a R$ 376 mil. Honorários médicos, R$ 472 mil. Até setembro, portanto, o passivo do hospital era de R$ 2,217 milhões.

 

A propósito, a verba de R$ 500 mil está aplicada em conta específica da Santa Casa, rendendo juros, e segundo Mendes, rendeu, até agora, R$ 399 reais.

 

PRONTO SOCORRO
O Pronto Socorro atende, hoje, de 150 a 170 pessoas por dia, 82% pelo SUS. A Unimed representa, hoje, 35% da receita do hospital, o que dá em torno de R$ 160 mil por mês. Os gastos são da ordem de R$ 95 mil por mês, “só da parte médica, excluindo os plantonistas à distância e enfermagem, ultrapassando o que a prefeitura paga por mês, que é R$ 73 mil”. “E gastamos quase tudo com a Comed. Quem cobre o resto é plano de Saúde.”

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