Diretor da Daemo diz que perdas chegam a 43%

Este percentual é referente ao volume de água tratado e jogado na rede, mas que não chega às torneiras

Apesar de que o Ministério das Cidades, por meio do “Diagnóstico Sobre Serviços de Água e Esgoto” tenha apontado que em 2013 Olímpia teve perda de 28,78% de sua água tratada, na verdade este percentual chega a 43%, de acordo com informação recente do diretor da autarquia, Antônio Jorge Motta. Este percentual é referente ao volume tratado e jogado na rede, mas que não chega às torneiras, sumindo no subsolo da cidade.

De acordo com o diretor da Daemo, o sistema de distribuição, seja por meio da rede a partir da Estação de Tratamento de Água, no Jardim Toledo, seja da rede interligada aos poços profundos, desperdiça mensalmente entre 193,2 mil a 197,8 mil metros cúbicos de água tratada. No caso de Olímpia, o problema do sumiço de água ocorre mais na rede da ETA que abastece a área central e alguns bairros no entorno.

Segundo o diretor, mensalmente a Daemo produz 460 milhões de litros de água, ou seja, 460 mil metros cúbicos, sendo 330 mil metros cúbicos dos poços e 130 mil metros cúbicos da estação de captação do córrego Olhos D´água, num total de 5.520 mil m3 no ano. O relatório apontou 5.150 mil m3 anuais, com perda de 28.8%.

De acordo com Mota, esta situação já foi pior. Segundo ele, em 2009 a perda na rede era de aproximadamente 60% a 65%. O diretor disse que foi recuperando cerca de 10% a cada ano que se chegou à média de 42% a 43% de perdas.

Ele trabalha com a ideia de que num prazo entre 20 a 15 anos, essa redução das perdas caia para 20%, já que “zerar é impossível”, diz.

O APELO DO PRESIDENTE

O presidente da Daemo Ambiental fez circular esta semana um apelo público para que haja uma maior conscientização no uso responsável da água. “Para nossa autarquia será um período de difícil adaptação ao consumo ‘responsável’ do recurso, onde as políticas de educação ambiental junto à população serão aprofundadas, bem como os realinhamentos tarifários deverão ser revistos de forma a acompanhar os custos financeiros demandados”, diz Antonio Jorge Mota.

Também será sugerido ao Executivo e Legislativo um componente desestimulador do consumo banal e indiscriminado da água, através de penalizações e incentivos, financeiros ou equivalentes, a serem discutidos com o prefeito e Câmara de Vereadores.

De acordo com Mota, a autarquia começará pelo cumprimento das metas pactuadas através do caderno de metas, ao mesmo tempo em que dá ciência aos cidadãos, de maneira irrestrita e detalhada de todo o conteúdo. “É um tom inovador e pioneiro, colocando nossas políticas locais em evidência e notório avanço quando comparada aos demais municípios de nosso Estado. É meta, é compromisso, e deve ser cumprida”, disse.

Mota destaca o trabalho feito na ETA ano passado, considerado por ele como um grande desafio. “Destacamos a reforma na vedação interna dos decantadores da ETA, com impermeabilização total dos fundos e laterais dos tanques, bem como dos redutores de velocidade (chicanas) e canaletas. Salientamos o combate às perdas, com refazimento de quase 1.800 metros de rede de distribuição de água e a instalação de rádios nos reservatórios, estes, para que possamos em futuro próximo, monitorar as perdas por região, e combate-las”, relatou’.

Para 2015 deve continuar a busca incessante ao combate de perdas de água no Sistema de Distribuição de Água de Olímpia, bem como à viabilização de recursos financeiros federais e estaduais para a perfuração de poço profundo na área da ETA, visando ao equilíbrio entre produção e consumo. “A população local e flutuante é crescente e a escassez de águas superficiais em nossa microrregião é, sabidamente, crítica”, avalia.

A Daemo Ambiental é uma autarquia municipal cujo quadro funcional é composto por 97 pessoas, nos serviços de captação, tratamento e distribuição de água e respectiva coleta e tratamento de esgotos.

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