Descontentes com IPTU lotam galerias da Câmara

Casa de leis teve sessão marcada por protestos de cerca de 120 cidadãos que gritaram, vaiaram e até aplaudiram vereador

A Câmara de vereadores de Olímpia, reunida na noite de segunda-feira passada, 7, para sua 36ª Sessão Ordinária nesta 16ª Legislatura, aprovou seis projetos de Lei em uma hora e 12 minutos, numa noite em que os trabalhos foram marcados por protestos contra os novos valores da Planta Genérica e do Imposto Predial e Territorial Urbano-IPTU.

Cerca de 120 pessoas ocuparam as galerias da Casa de Leis portando faixas, panfletos e gritando palavras de ordem, mas sem gerar maiores incidentes. A Polícia Militar esteve presente com pelo menos dez homens, mas não precisou intervir em nenhum momento. A pauta de votações foi cumprida à risca e de forma rápida.

Somente durante o uso da Tribuna pelos vereadores Marco Antonio Parolim de Carvalho, do PPS, e Luiz Antônio Moreira Salata, do PP, líder do Governo na Câmara, é que as manifestações se acirraram um pouco. Marco Coca indicou que ia falar sobre IPTU, mas as vaias o impediram.

Já Salata foi para o confronto, pedindo silêncio e invocando a autoridade do presidente para que tornasse possível seu discurso, onde defendeu a decisão do Executivo em modificar a Planta Genérica de Valores.

Aliás, foi o único que teve esta coragem, porque os demais vereadores se calaram, e nem se autoproclamaram “super-heróis”, como fizeram na sessão anterior, do dia 24 de março, quando defenderam com unhas e dentes a nova Planta Genérica e os valores do IPTU. Alguns dos integrantes dos protestos chegaram a dizer que os super-heróis “haviam escondido suas capas”.

O professor Marcozalem Gomes havia feito inscrição para fazer uso da Tribuna e falando em nome dos presentes e outros queixosos, mostrou exemplos de majorações do imposto em níveis bastante elevados, sendo aplaudido pelos presentes.

Ao final de sua explanação, o presidente da Casa, Beto Puttini, do PTB, antes de encerrar a sessão tentou esclarecer aos presentes que a Câmara nada pode fazer, uma vez que a iniciativa foi do Executivo Municipal, ao que responderam com contestações e vaias a maioria dos presentes. Porém, encerrada a sessão, todos saíram em clima de tranquilidade e não houve incidentes.

No tocante à votação, propriamente dita, dos oito projetos constantes da pauta de trabalho, sete foram votados e aprovados por unanimidade, um foi retirado e uma Moção foi rejeitada. Dois projetos de Lei do Executivo tratavam de Suplementação de Dotação Orçamentária e Abertura de Crédito Especial, respectivamente, o primeiro no valor de R$ 21.440, e o segundo, nos valores de R$ 14.950,04 e R$ 748.650, ambos oriundo de recursos federais repassados ao município, e destinados às secretarias de Esporte, Cultura, Turismo e Lazer, no primeiro caso, e para a Secretaria de Obras e Serviços Urbanos, no segundo caso.

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