Custo do poço no terreno da Daemo já está próximo dos R$ 4 milhões

Agora a Superintendência vai gastar mais quase R$ 500 mil em equipamentos para fazê-lo funcionar; obra de perfuração e conclusão do poço já dura um ano e oito meses

A Superintendência de Água e Esgotos da Estância Turística de Olímpia, Daemo Ambiental, vai gastar mais quase R$ 500 mil para finalizar as instalações do poço profundo perfurado nas suas dependências e que até hoje ainda não verteu água limpa e em quantidade estimada pelos técnicos e engenheiros. O prefeito Fernando Cunha (Sem partido) até hoje não divulgou oficialmente qual a vazão do poço, e se está saindo água limpa e potável, como fez com aquele do Jardim Cecap.

Mas, já é certo que a vazão será de no máximo 150 mil litros de água por hora, ou seja, metade dos 300 metros cúbicos esperados. Já saíram dos cofres públicos até agora, somando estes gastos com equipamentos, quase R$  4 milhões para a perfuração e colocação em funcionamento do poço. O poço em si, segundo nota oficial, teve custo de R$ 3 milhões.

À reportagem do Planeta a informação foi a de que tudo estava em ordem e o que faltava era a finalização, com a instalação dos equipamentos eletrônicos para sua operação. E estas compras de agora, viriam suprir esta necessidade.

Assim, de acordo com Extratos de Contratos divulgados pela Superintendência, foi feita a aquisição , conforme pregões relacionados abaixo, de materiais e componentes elétricos, tubulações de aço carbono e galvanizado, bomba submersa e torres de resfriamento, sendo estes necessários para a montagem do Centro de Controle de Motores-CCM, sistema de resfriamento de água, estações elevatórias para funcionamento pleno do poço tubular profundo no Aquífero Guarani, localizado nas dependências da Estação de Tratamento “Olhos D’Água”.

Pregão Presencial nº 28/2019, com data de assinatura em 22 de julho, contratada: VB Materiais Elétricos EIRELI. Valor global: R$ 44.514. Contrato nº 18/2019. Contratada: I9 do Brasil Materiais Elétricos EIRELI. Valor global: R$ 126.038,40. Contrato nº 19/2019. Contratada: Lifer Comercial EIRELI. Valor global: R$ 70.669,04. Contrato nº 20/2019. Contratada: Ebara Bombas América do Sul LTDA. Valor global: R$ 184 mil. Contrato nº 21/2019.

Segundo a Daemo Ambiental, “desde o início do processo de perfuração do poço em questão, a obra foi acompanhada pela equipe técnica da Daemo Ambiental diariamente e pelo geólogo responsável pelo projeto”. A Superintendência reconhece ter havido “adversidades” durante a execução da perfuração do poço, “que não condiziam com o projeto executivo, pois não é possível saber a composição geológica exata do local”.

Segundo ainda a Daemo Ambiental, houve problemas com o tempo de perfuração “devido à presença de basalto homogêneo, compacto e extremamente duro, ocasionando problemas com travamento de ferramental e até quebra de brocas, devido à alta densidade do basalto, ocasionando lentidão e parada da execução”.

A nota diz ainda que a obra de perfuração terminou, e que até a tubulação de encamisamento da coluna do poço foi instalada e iniciou-se a limpeza total, conforme previsto, “tendo sucesso total na limpeza e teste preliminar de vazão com acompanhamento de nossos químicos e técnicos em química para atestar a qualidade da água, faltando agora o teste de vazão oficial, que será realizado no próximo mês (dito em janeiro)”.

Porém, passados oito meses, até agora este tal teste de vazão oficial não foi feito. Se foi feito, não foi anunciado à imprensa. A obra do poço teve início em meados de janeiro de 2018, com cronograma de 90 até 120 dias, mas demorou mais de um ano para terminar, e estamos há oito meses, até agora, sem anunciar o resultado.

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