Cunha repassará R$ 150 mil ao Fefol por meio de Associação de comissionado

Projeto de Lei de abertura de crédito suplementar foi debatido na Câmara segunda-feira, pela estranheza do dinheiro passar primeiro por associação de capoeira antes de chegar à Comissão

Prefeito Fernando Cunha

O projeto de Lei 5.479/2019, aprovado na segunda-feira passada na sessão ordinária da Câmara de Vereadores e já transformado na Lei 4.450, de 24 de abril de 2019, causou estranheza entre os vereadores independentes, porque tratava-se de abertura de um crédito suplementar de R$ 150 mil, destinado ao 55º Festival do Folclore, porém passando antes pela Associação de Capoeira Raízes de Olímpia, que consta pertencer ao funcionário público comissionado conhecido pelo apelido de “Zé Cocão”, mestre do esporte.

Os vereadores Flavio Olmos (DEM), Salata (PP) e Gustavo Pimenta (PSDB) pediram esclarecimentos ao líder do prefeito João Magalhães e só votaram favoráveis após esmiuçarem os detalhes e terem a garantia de que a Comissão Organizadora do evento disporá da totalidade da verba. Ficaram sabendo que o repasse tinha que ser feito desta forma, porque a Associação Olimpiense de Defesa do Folclore Brasileiro-AODFB “está com dificuldades junto ao Tribunal, de Contas”, conforme as explicações de Magalhães.

“os responsáveis pelo Festival entenderam que, através dessa Associação, seria possível receber a verba”, prosseguiu. “Sem isso não teria como realizar o Festival do Folclore”, complementou.

“É difícil a gente votar contra. Mas quando a gente fica sabendo que o ano passado, a Comissão do Folclore não conseguiu prestar as contas do Festival, e a gente vê aqui que essa associação do ‘Zé Cocão’ (recebendo o dinheiro), vejo muita falta de capacidade de quem está organizando. Por que não prestou contas?”, perguntou Flávio Olmos. Magalhães observou então que a pendência em relação à Associação refere-se ao ano de 2006, e que “as prestações de contas dos últimos anos estão regular”.

Gustavo Pimenta alertou a todos que “se essa Associação for da pessoa citada aqui (‘Zé Cocão’), ela não pode receber subvenção do município, porque é um cargo comissionado que tem na prefeitura. Então, cuidado para que essa Associação não caia em irregularidades”.

Hélio Lisse ponderou que “com relação a essa Associação, fiquei ouvindo os colegas aqui e vi que de 2006 para 2019, faz simplesmente 13 anos, então não entendo o porque dessa Associação com esse desentendimento, esse impasse, ou seja, 2006 e estamos em 2019, pra que vamos insistir com isso, acho que se não for possível resolver esse impasse na área federal, vamos ficar penalizados para sempre, temos que buscar uma solução. Tem que tomar uma providencia para pelo menos resolver essa situação”.

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