Cunha faz contraposta de 3,75% ao funcionalismo

Data-base da categoria é janeiro; documento foi encaminhado ao Sindicato no dia 12 de fevereiro passado; entidade apresentou proposta em outubro do ano passado

O governo municipal da Estância Turística de Olímpia apresentou em ofício (02/2019) encaminhado ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Olímpia no dia 12 de fevereiro passado, uma contraproposta ao pedido encaminhado a ele em outubro do ano passado, de 3,75% de reajuste para a categoria, retroativo a janeiro, data-base dos municipais. O prefeito Fernando Cunha alegou, basicamente, falta de recursos para atender os termos propostos pelo Sindicato.

“O cenário econômico ainda não é de otimismo, impondo cautela na assunção de despesas continuadas que representarão ônus permanente aos cofres públicos”, diz o documento assinado pelas secretárias Mary Brito Silveira, de Finanças, e Elaine Beraldo Abreu de Souza, de Administração, entre outras justificativas.

Como, por exemplo, a de que “a evolução funcional por meio de avaliação anual a qual promove os servidores públicos municipais provoca acréscimo de aproximadamente 6%, onerando a folha de pagamento em aproximadamente R$ 500 mil por ano”.

Por isso, encaminhou a proposta de reajuste de 3,75%, índice relativo ao IPCA do período de janeiro a dezembro de 2018, a ser aplicado a partir de 1º de janeiro de 2019, sobre a remuneração dos servidores públicos municipais. Os valores relativos ao período de janeiro de 2019 até a edição da lei do reajuste, serão pagos na folha do mês seguinte. O governo também ofereceu reajuste de 3,75% sobre o valor do auxilio-alimentação.

E observou que “os demais itens da pauta de reivindicações apresentada pelo Sindicato dos Servidores, tais como reajuste de 7%, e aumento no valor do auxilio-alimentação, atingindo a cifra de R$ 300, tratam-se de reivindicações às quais a prefeitura encontra-se impossibilitada de atender, seja porque sua concessão faria a despesa de pessoal extrapolar o limite legal, seja porque as condições financeiras e de indicadores da prefeitura não permitem o atendimento de novas propostas para o presente ano”.

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