Cozinha só funcionará ‘com equipamentos novos’

Diretoria negou que UTI do hospital esteja passando por problemas de gerenciamento

 

Na entrevista concedida à imprensa na terça-feira à tarde, o provedor Mário Montini admitiu que a cozinha construída no hospital, pelo menos por enquanto “é um problema sério”. A cozinha, que custou cerca de R$ 120 mil, está sem uso até agora, meses depois de ter sido construída. “Já falei que não quero ‘presente de grego’ para a Santa Casa. Fizeram a cozinha e cadê os equipamentos?”, cobrou o provedor.

 

“Não vou tirar as coisas velhas que estão na cozinha aqui e colocar na nova. Tenho que colocar coisas novas lá. Tenho que fazer adequação lá. Fizemos orçamento para colocar tudo novo lá. Temos que montar sistema novo até de como vamos servir. Existe pressa? Existe. Já foi vistoriada pelo Governo do Estado e tem prazo para entrar em funcionamento. Só que não faço milagre. Não vou usar outros recursos”, contestou.

 

Ele admitiu, também, embora de forma indireta, que o projeto da cozinha não estava bem dentro das especificações. Por exemplo, falta ligação dela com o corredor principal. Para tanto, terá que ser quebrada uma parede e feita uma cobertura. “E depende de recurso da prefeitura”, lembra o provedor. “Para (a cozinha) funcionar, tem que abrir (a parede). Ninguém vai passar com carrinho por dentro, pela escada.”

 

“Eles que projetassem direito na época”, disse, mas à pergunta se houve erro de projeto, respondeu negativamente. “É que as pessoas fizeram por aqui mesmo, para economizar. Não concordo com economia”, contestou. Ele garantiu que quando for “instalar tudo novo” na cozinha, “não vai precisar quebrar nada. Só colocar o equipamento novo”.

 

UTI
Montini falou também sobre a ampliação da Unidade de Tratamento Intensivo-UTI do hospital, um dos motivos alegados para reforçar a decisão do prefeito Geninho de intervir na Santa Casa. Há uma verba estadual de R$ 200 mil, a obra já está licitada, segundo informou ainda em junho passado o provedor renunciante Marcelo Galette, mas até hoje não saiu do papel. Há também disponível outro montante, de R$ 150 mil, para compra de equipamentos, faltando ainda “um pouco de dinheiro para a finalização”, segundo o ex-provedor.

 

Só que o dinheiro veio para o município, que depois não podia repassar para a Santa Casa, porque o município não podia dar um bem do hospital como garantia. “Foi feito um trabalho político para mudar a destinação, e agora (a verba) está liberada”, disse Montini. “A verba está aí e vai ter que fazer logo (a obra)”, completou.

 

Sobre um eventual problema de gerenciamento do setor, Montini disse não ser verdade. Mas não sabia da fuga de um paciente do local, no mês passado, o que foi confirmado pelo vice-provedor. “Um senhor chegou a ‘praticamente’ fugir, porque tinha uma enfermeira só de madrugada. Ela saiu um pouco e quando voltou ele não estava lá. Foi tentativa de fuga, e depois a família concordou em tirá-lo de lá”, relatou, para surpresa do provedor. “Aqui a orientação é médica, ele (médico) determina quanto (tempo) fica internado. Mas, tem paciente que não tem paciência”, justificou Montini.

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