Cinquentenário foi o de maior público em seis anos

Com o evento este ano sendo realizado em seu mês tradicional, agosto, abertura, jogos infantis e minifestival foram encorpados

Embora sem um contador oficial do público que circulou pelo Recinto de Atividades Folclóricas “Professor José Sant´anna”, entre os dias 9 e 17 de agosto, quando da realização do 50º Festival do Folclore, é possível concluir que esta foi a edição de maior público de todas as realizadas até agora na gestão Geninho (DEM). E isto contando com a divulgação pífia e falha que foi feita da festa, a ponto de muito olimpienses nem saberem direito o horário do desfile de encerramento, ontem, domingo.

Mas, no recinto, o público escasso durante as apresentações em palanque se manteve inalterado, exceto nas noites dos shows de Renato Teixeira, no sábado, 9, e Almir Sater, na sexta-feira, 15. O segundo atraiu um público ainda maior, lotando as arquibancadas e pelo menos 80% da arena.

Não dá para precisar exatamente quantas pessoas foram ao recinto, mas seguramente o público foi considerável e se mostrava bastante animado. Turistas que vieram a Olímpia para o lazer nas águas termais também puderam ser vistos em grande número pelo recinto nas noites de festa e o consumo, atestado por barraqueiros, foi plenamente satisfatório. A reportagem do Planeta conversou com alguns deles e todos disseram ter tido resultado positivo e se mostravam bastante satisfeitos.

Circulava na noite de ontem pelo Recinto que o prefeito Geninho, apesar das evidências de preferência popular para o mês de agosto, pretendia voltar a festa para julho, como nos últimos dois anos – de fracasso. Esperava-se, inclusive, que ele anunciasse esta antecipação ao final da festa. Porém, ele sequer subiu ao palco para o encerramento, bem como o vice-prefeito e vereadores.

Somente o secretário Turismo, Esporte, Cultura e Lazer, Guto Zanette, o diretor de Cultura, Caio Longhi, o diretor de Turismo, Paulo Duarte e Maria Aparecida de Araújo Manzoli, presidente da Comissão Organizadora dos Festivais, foram ao palco se despedir do público. Um incidente marcou a fala da presidente, que foi interrompida pelo início da queima de fogos antes do previsto. Mas foi interrompida logo em seguida, voltando os presentes no palco a fazerem seus discursos. E, aí sim, logo após, veio a queima de fogos fechando a 50ª edição do evento.

DESFILE
A chamada Apoteose do Festival, que é o desfile na Avenida Aurora Forti Neves, começou com 45 minutos de atraso – marcado para às 9 horas, começou às 9h45. Houve problema com a divulgação do evento, porque muito olimpienses confundiram ou não sabiam qual era a hora do início. O público presente, inclusive, foi menor que nas edições anteriores.

Ele ficou concentrado entre a 9 de Julho e a até cerca de 50 metros após a Deputado Waldemar Lopes Ferraz. Daquele trecho até o cruzamento com a Washington Luiz, somente os grupos ficaram concentrados.

O desfile iniciava-se oficialmente em frente à Câmara de Vereadores, seguia pela Aurora até a Nove de Julho, onde se dispersava ali. A passagem dos mais de 30 grupos folclóricos e parafolclóricos por este trecho durou duas horas, encerrando-se por volta das 11h45. Se feita uma estimativa de público do desfile, este pode não ter ultrapassado as duas mil pessoas, se a este número chegou. 

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