Celular no banco e pesca no rio estão liberados

Vereadores Leonardo Simões e Marcelo Da Branca retiraram projetos que geraram grande polêmica

Os projetos de Lei que tratavam de proibir a pesca às margens “nobres” do Rio Olhos D´Água e o uso do telefone celular nas agências bancárias, foram retirados da pauta de votações da sessão de segunda-feira passada, 3, pelos seus autores Marcelo da Branca (PSL) e Leonardo Simões (PDT), após a intensa polêmica que gerou na cidade.

Ambos os projetos haviam sido aprovados em primeira discussão na sessão ordinária do dia 27 de maio. O primeiro, por unanimidade e o segundo, por oito votos contra um – o vereador petista Hilário Ruiz não queria sua aprovação.

O projeto de Lei do vereador Leonardo Simões (PDT), referente ao não-uso do celular nos bancos, nem foi relacionado na pauta de votações. Importante lembrar que tal projeto provocou a ira dos cidadãos, com críticas ferinas ao autor e sua propositura, embora. Reconhecendo que a proposta  tinha “dividido muito as opiniões”, o autor nem permitiu que fosse incluído na pauta de segunda-feira. Também não teceu nenhum comentário durante a sessão sobre a retirada do documento.

“Pretendo apresentá-lo de novo, mas primeiro vou buscar melhores informações e embasamento. Os exemplos todos que tenho são de cidades bem maiores que Olímpia. Quero pesquisar a situação em outros municípios do porte de Olímpia, para depois tratar da questão aqui. Também vou propor um amplo debate sobre o tema antes de reapresentá-lo”, disse Leonardo Simões à reportagem do Planeta, logo após a sessão, observando que já na Câmara houve dissenção.

 

MEDIDAS DE SEGURANÇA

O vereador petista e líder sindical bancário Hilário Ruiz, votou contra, alegando ineficácia e restrição de direitos do usuário em favor de uma instituição que, esta sim, deveria adotar mecanismos mais seguros para si e para seus clientes. Lembrou o vereador que outras medidas de segurança já foram adotadas pelas agências, como os biombos e as portas giratórias. “O que precisa é ter melhor fiscalização, inclusive quanto à lei das filas”, cobrou.

O outro projeto, de Marcelo da Branca, que proibia a pesca dentro do perímetro urbano, ou seja, a partir da ponte da Avenida Dr. Andrade e Silva até a ponte da Constitucionalistas de 32, foi retirado pelo autor Marcelo da Branca com a sessão em andamento, no momento em que seria colocado em votação em segunda discussão.

“Eu só quis ajudar, vendo a questão de saúde do cidadão, saúde pública, mas vou ver melhor como fazer essa conscientização, talvez após uma sessão técnica, ou mesmo uma estratégia bem feita com a Saúde para esclarecer a população do real efeito nocivo que um peixe, pescado nesse córrego, pode causar”, justificou Marcelo à imprensa.

Da Branca disse que já procurou a secretária municipal de Saúde, Silvia Forti Storti, e com ela pretende traçar diretrizes mais técnicas e melhor estruturadas, para enfrentar o problema. Mas, deixou antever que proibir a pesca no Olhos D´Água não deve vingar.

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