Cartaz oficial do 55º Festival do Folclore foi lançado esta semana

Evento, sem muito entusiasmo, foi realizado na tarde de terça-feira, na sede da Secretaria de Turismo; cartaz homenageia grupo folclórico Fandango de Tamanco Cuitelo

A Comissão Organizadora do Festival do Folclore da Estância Turística de Olímpia lançou na tarde de terça-feira passada, 4 de junho, o cartaz oficial da 55ª edição do Festival do Folclore, que este ano será realizado de 3 a 11 de agosto, na Praça de Atividades Folclóricas e Turísticas “Professor José Sant’anna”. O lançamento ocorreu na sede da Secretaria de Turismo, sem muito entusiasmo e de forma burocrática, sem público, uma vez que a maioria dos presentes era formada por pessoas ligadas ao governo ou à imprensa.

De diferentes, somente os três integrantes do Grupo de Fandango de Tamanco Cuitelo, da cidade de Ribeirão Grande, interior de São Paulo, que ilustra o cartaz deste ano. Representando o grupo estavam Diogo Araújo Silva, Maurício Firmino e Pedro Modesto. Também acompanhou a cerimônia o presidente da Câmara Municipal de Ribeirão Grande, vereador Marcelo Nunes.

O GRUPO
Fundado em 1964, no Bairro Ferreira dos Matos, zona rural de Ribeirão Grande, por Pedro Vilarino Ferreira, o grupo de Fandango de Tamanco ganhou o nome de Cuitelo. Apelido este que foi dado pelo próprio fundador, pois era um amante dos beija-flores, pássaro que no linguajar caipira é conhecido como ‘cuitelo’.

Sua primeira apresentação foi em 1964, na cidade de Itapetininga. E foi nesta apresentação que estava presente o professor José Sant’anna, criador do Festival do Folclore. Conta a história que o professor ficou encantado com o grupo e o convidou para participar do evento em Olímpia. A partir daí, foram 54 anos ininterruptos de presença na Capital Nacional do Folclore. Assim, a ilustração do cartaz é uma homenagem ao Fandango de Tamanco por ser o grupo que participou de todas as edições do festival até hoje.

“Para gente é uma responsabilidade muito grande. Estar aqui em Olímpia pra nós é uma honra, em representar a todos aqueles dos nossos que já se foram. Quando nós fomos convidados, o coração foi a mil. Queremos muito agradecer a Deus, que nos deu o dom da vida e nos permitiu estar aqui hoje, às autoridades que nos proporcionaram estar aqui e também aos nossos antepassados que nos deixaram essa herança, que é essa viola, essa sanfona, o chapéu de palha, a camisa xadrez e o lenço no pescoço”, disse Diogo Silva, um dos integrantes presentes.

“Participar desse festival e ser homenageado no cartaz é motivo de muito orgulho porque é a história do povo do sertão sendo reconhecida, tendo essa visibilidade. A gente fica imensamente agradecido a toda a equipe do Festival e a toda população de Olímpia. Esse cartaz para nós é um troféu”, completou, emocionado.

Ainda no lançamento, foram adiantados os primeiros detalhes sobre a estrutura da festa. Este ano os grupos não vão ficar nas escolas. Ficarão em pousadas e hotéis. No primeiro dia, haverá apresentação especial do Grupo Jongo da Serrinha, de Madureira, considerado o mais tradicional de dança de batuque no Rio de Janeiro, que é uma parceria com o Sesc. Já são mais de 25 grupos confirmados, inclusive inéditos, segundo o secretário de Turismo e Cultura, Selim Murad.

Comentários