Canalização de trecho do rio começa em fevereiro

Trabalho será realizado antes da revitalização de trecho da Aurora Forti Neves; asfaltamento da cidade vai para licitação

 

O secretário municipal de Obras e Engenharia, Luís Carlos Benites Biagi, informou ao Planeta esta semana que as obras de canalização do Rio Olhos D’Água, no trecho entre a Benjamin Constant e Constitucionalistas de 32 terá início em fevereiro. É a primeira etapa de obras naquele trecho, antecipando a revitalização e urbanização. “Após esta etapa da obra, aí sim, entra a revitalização e urbanização, para serem feitas em dois anos”, estima Biagi.

 

Na quarta-feira, 21, todos os proprietários de estabelecimentos comerciais naquele trecho foram convocados pelo secretário municipal de Turismo, Beto Puttini, a participar de uma reunião na qual foi apresentado o projeto de revitalização dos cerca de 450 metros de extensão entre a Benjamin e a Constitucionalistas. Prefeito e secretário aproveitaram a deixa e apresentaram a eles também os outros dois projetos em curso, um deles de instalação de uma praça de gastronomia na Avenida dos Olimpienses.

 

“A impressão que me causou por parte dos que utilizam aquela área comercialmente foi muito boa”, analisou Biagi após a reunião de quase duas horas. Pelo menos cerca de 25 comerciantes estiveram no encontro. “Mas, anteriormente a isso, em fevereiro, tem o trabalho de canalização. A obra é espelho do que foi feito entre a Benjamin e a Dr. Andrade e Silva (nas gestões de José Carlos Moreira (1993-1996) e José Fernando Rizzatti (1989-1992/1997-2000). É exatamente daquela forma, com exceção da base do canal, que à montante é quatro, e abaixo tem a base de sete metros”, explicou.

 

Segundo Biagi, “os recursos estão garantidos (para as obras), que são perfeitamente viáveis para a execução”. Quanto ao Centro Gastronômico, ele diz que a conclusão em dois anos é possível. “O dinheiro também está assegurado, em duas fases, em 2015 e 2016”. Esta obra também “é perfeitamente viável”, na avaliação do secretário.

 

Um terceiro projeto, este catalogado no arquivo dos “sonhos” do prefeito Geninho (DEM), como ele mesmo admite, a Estação Cultural, ficará para uma próxima etapa, já que não tem recurso assegurado. “Mas o projeto está pronto, e a qualquer momento você pode abrir linha de crédito. Importante é o projeto executivo pronto, a planilha pronta, aguardando o melhor momento para solicitar o recurso”, diz.

 

A Estação Cultural consiste no aproveitamento das instalações abandonadas da estação de trem, transformando num local de lazer, entretenimento e cultura.

 

ASFALTO PELA CIDADE
Já com relação ao asfaltamento de ruas onde não tenha este benefício, ou o recape onde o asfalto esteja danificado, por toda a cidade, deverá ser colocado em prática em data ainda não definida. Trata-se de uma verba de R$ 3 milhões a ser repassada ao município, com esse fim. “O processo tramitou durante o ano passado. Escolha dos locais, elaboração de planilha, memorial descritivo, estão todos prontos para o processo de licitação. Aí entra no processo que não se pode interferir. Que é o tempo e o cumprimento da Lei. Tirar concorrência com 45 dias é possível, mas foge de nossas condições. Pode ter inabilitação, impugnação entre concorrentes, é um ponto de interrogação. Mas a ideia é tirar com 45 dias”, estima Biagi.

 

Diz ele que, uma vez vencida a etapa da licitação, a obra começa de imediato e acaba bem rápido. “O recape é um processo rápido. Imagino que vencidas as etapas burocráticas, em seis meses se conclui a obra”. O asfalto será usado em recapes nos corredores turísticos, ruas de maior movimento e as mais danificadas. Em pavimentação é para as que não têm asfalto - “São poucas, mas serão contempladas”.

 

Biagi reforça a ideia de que 2015 “será um ano difícil. Naquilo que depende de recursos, temos que compassar a liberação. Com o (Governo) Federal tem dificuldades, o Estadual também. Mas, não podemos perder o ânimo. Temos que brigar e otimizar o tempo. As obras vão andar mais devagar, pelo próprio compasso dos governos, estamos atrelados, se governo fechar torneira, vamos sofrer. Mas espero que isso seja temporário”, finaliza.

 

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