Câmara aprova Parque Ambiental no Laranjeiras

Olímpia será pioneira em seu porte no Brasil a instalar um sistema que concentre múltiplas ações em torno do Meio Ambiente

A Câmara de Vereadores aprovou na sessão de terça-feira passada, 3, o projeto de Lei 4.816, dispondo sobre a instalação em Olímpia do Parque Ambiental, uma estrutura que abarcará várias ações no tocante à limpeza e preservação do meio ambiente urbano, a ser localizado no Sítio Laranjeiras, às margens da estrada municipal Vitório Celso Cisoto-OLP348, continuação da Avenida Menina-Moça. O Parque Ambiental foi criado por Lei no ano passado.

Em seu Artigo 1º o Projeto de Lei diz que no Parque Ambiental da Estância Turística de Olímpia funcionarão o Viveiro Municipal, o Centro de Recepção, Triagem e Venda de Materiais Recicláveis, operado pela Cooperativa de Triagem e Venda de Materiais Recicláveis, uma Área de Transbordo e Triagem-ATT de Resíduos da Construção Civil, um Centro de Triagem de Resíduos de Poda e um Centro de Educação Ambiental. Sólidos.

“Assim, nessa área serão desenvolvidas diversas atividades de caráter ambiental visando o desenvolvimento sustentável do município”, diz texto ao final do Artigo 1º. O Parque Ambiental será de responsabilidade da Daemo Ambiental.

O município será pioneiro em seu porte no Brasil a instalar um Parque Ambiental. É um sistema para descarte de resíduos sólidos diferente do Aterro Sanitário, para onde vai todo tipo de lixo, de forma indiscriminada. O projeto é de responsabilidade dos professores doutores José da Costa Marques Neto, da Universidade Federal de São Carlos-Ufiscar, e Rodrigo Eduardo Córdoba, da Universidade Paulista-Unip.

A implantação do Parque faz parte do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de Olímpia, que por sua vez é exigência de Lei Federal, a que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

O Plano foi elaborado em parceria com a Universidade Federal de São Carlos-Ufscar, no tocante à implantação das etapas de diagnósticos e de prognósticos, linhas de ações, para um período estimado de 20 anos. Trata-se de um planejamento composto de uma série de ações visando a melhoria da qualidade de vida da população em relação aos resíduos que são gerados.

“Nos diferentes resíduos que foram estudados, existe um gerenciamento específico. A equipe planejou e instituiu uma série de metodologias e uma série de ações para serem implantadas a longo prazo. E nem é interessante que seja a curto prazo, por causa das diferentes ações. Mas ao mesmo tempo existe a necessidade de a cidade cumprir a legislação federal”, explica o professor José da Costa Neto.

“O Parque Ambiental é uma infraestrutura de tratamento de deposição ambientalmente adequada, em consonância com a Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Foi idealizado com base em modelos de infraestrutura europeia e americana. Assim Olímpia dá um passo à frente de municípios de seu porte, de forma pioneira”, complementa Neto. O Parque Ambiental tem um prazo de 20 anos para ser implantado de forma completa. “Vão ser implementadas diferentes ações, em conjunto com diferentes atores”, observa Neto.

“Infelizmente a visão que predomina no Brasil em relação aos resíduos sólidos é a implantação de aterro sanitário. Mas nós entendemos, após estudos, que o Parque Ambiental, a segregação de resíduos, a separação em diferentes tipos, e o seu tratamento e destinação adequados, é o mais importante por provocar diminuição de volume, diminuição de massa, e até para a comercialização de diferentes resíduos que têm valor agregado, o que hoje não é feito. Vai trazer benefícios para a cidade e para o Poder Público. De fato, entendemos ser o melhor caminho.”

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